Quantos “você” existem?

30 08 2010

A pergunta do título desse post eu me faço diariamente. – Quantos “eus” existem? Pra elencar alguns existem: O Pedro “filho”, o Pedro irmão da @mprochno, o Pedro assessor de Estados e Capitais, o Pedro ex-aluno da @anamanssour e da @isildinhamartin (entre outros), o Pedro profissional de Relações Públicas, o Pedro do @rotex_sp, o Pedro do Rotaract Aliança Lapa, o Pedro nadador, o Pedro DJ, o Pedro amigo, o Pedro blogueiro do relações….. vixi….. essa lista vai longe!

Todo mundo que “anda” pelas redes sociais (orkut, facebook, twitter, linkedIn, só pra dizer algumas) com certeza já escutou um “toma cuidado com sua imagem na web pois as empresas podem se assustar com a sua “louca balada insana de sexta passada“”. Poxa, fala sério!

Tenho bastante cuidado ao colocar uma informação minha na web! Reflito como aquilo será interpretado pelas mais diferentes audiências que tenho por aqui (família, amigos, profissionais, blogueiros, etc…), mas convenhamos, EU SOU UM SÓ! Vou ao supermercado como todo mundo, como, bebo, não fumo, pratico pouco esporte, vou ao banheiro fazer tudo aquilo que você faz (mas que em uma conversa faz cara de que não faz), cometo erros de português, faço barbeiragem no trânsito BEEEEMMM de vez em quando (é sério, JURO :-), tirei minha carta de 1ª 5 anos atrás), saio com meus amigos e, as vezes, faço algumas bobagens…. sou uma pessoa normal, como outra qualquer!

Me incomodo muito em ter que manter uma imagem para agradar pessoas ou corporações na web! Não acho isso saudável para ninguém! Claro que precisamos manter um padrão básico, respeitar as leis, as pessoas, sermos éticos! Acreditar que não cometo erros de português, que não faço besteira de vez em quando é inocência! Porém, estas coisas não me tornam menos capaz, menos responsável quando a situação demanda, ou menos correto!

Foi o vídeo abaixo que me apressou a escrever este post! O Orkut incluiu uma nova funcionalidade onde agora você pode mandar mensagens, compartilhar fotos e vídeos com cada grupo de amigos. Tá bom, o Facebook tbm já faz isto… Mas o vídeo que o Orkut criou ESCANCARA que temos “diversos eus” por aí!

Particularmente acho que estamos indo para o caminho errado. Preferimos “omitir” coisas do mundo à entender que todos são normais, erram e não podem/devem manter um padrão de imagem o tempo todo! Entendo que precisamos aceitar as diferenças cada vez mais e não julgar tanto as pessoas pelo que fazem/falam, desde que respeitada a individualidade E a coletividade, afinal, vivemos em sociedade!

Eu já faço disto minha maneira de viver! Sou eu mesmo, assim, como sou.

Quantos “vocês” existem? Como você lida com cada “seu” que existe?

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Sempre conectados….

25 08 2010

O Comitê Gestor da Internet no Brasil divulgou recentemente a “Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil 2009” que aponta que 50% dos jovens brasileiros, entre 16 e 24 anos e que tem celular, acessam a internet por ele. É o maior índice dentre as faixas etárias definidas (pág. 323). Claro que este índice é maior em países onde a internet móvel já é uma realidade a mais tempo, o que comprova sua tendência de crescimento.

FOTO: Clayton de Souza/AE

Uma matéria publicada pela Reuters, ontem, indica porém que a internet móvel teve o seu boom no Brasil especialmente com a entrada no iPhone e de outros modelos de smartphones. Para encorajar o uso da internet móvel, as operadoras passaram a criar pacotes de tráfego ilimitado com velocidades limitadas, o que, segundo especialistas, já está deixando de existir principalmente em função da infraestrutura não suportar mais demasiado crescimento. Com isto vemos as operadoras passando a definir pacotes de horas de acesso, independente do volume de dados trafegado.

Eu fui personagem da matéria da Gisele Tamar, publicada hoje no @jornaldatarde_, que fala sobre a pesquisa do CGI.br. Você pode conferir a íntegra da matéria de capa do caderno “Seu Bolso”, aqui.

E você, tem um celular? Ele tem acesso à Internet? Participe da enquete abaixo!





A hipocrisia do capitalismo sustentável!

18 08 2010

Slavoj Žižek é um sociólogo, filósofo e crítico cultural esloveno (ufa…).

Recentemente ví um post sobre uma teoria dele que é MUITO atual e uma bela crítica à sociedade.

No vídeo abaixo ele desenvolve a teoria do consumismo capitalista que temos e de mecanismos que criamos para “COMPRAR NOSSO PERDÃO“, dizendo  que, ao mantermos o consumismo exacerbado atual com estes mecanismos, estamos, no fim das contas, pensando que estamos “fazendo a coisa certa”. Um dos exemplos do vídeo é o “fair trade” desenvolvido por empresas. Uma delas é a Starbucks que vende um copo de café caríssimo (ou vai dizer que vc realmente acha baratinho) mas embute no preço o valor de manter agricultores que recebem valores coerentes pelos seus produtos, a mobilia da loja, wifi e tudo mais.

Sua principal crítica é que estamos criando mecanismos para manter o modo de vida que temos ao invés de adequá-los à nova realidade global, onde já consumimos mais da Terra do que ela pode prover. Encontramos formas de PAGAR mais por produtos para tirarmos o peso de nossas consciências por estarmos os consumido.

Claro que não estou pregando aqui virarmos hypies. O ponto de Žižek não é o radicalismo, mas provocar uma forte reflexão da hipocrisia em que vivemos onde usamos o capitalismo para sanar problemas sociais e ambientais gerados por ele. Precisamos, cada vez mais, analisar a forma de vida que temos e verificar se realmente estamos no caminho certo. Se estamos “dando o peixe ou ensinando pessoas a pescar”….

Como disse Andrew Price, autor do post que li, “Zizek preferiria que você compre produtos “Fair Trade” desde que reconheça que esta não é a solução definitiva para os problemas existentes.”.

O vídeo é em inglês e com um sotaque esloveno, mas, com calma, todo mundo entende!





“Diferente não é errado, é só diferente!!”

10 08 2010

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Entre julho de 2003 e agosto de 2004 fiz um Intercâmbio Cultural pelo Rotary Internacional nos Estados Unidos. Lá concluí o Ensino Médio na Honeoye Falls – Lima High School, conforme conto no meu perfil. Quem já fez intercâmbio (mesmo os que duram poucas semanas) entendem quando falamos que este foi o melhor ano de nossas vidas. Ao voltar ingressei no Rotex São Paulo, um grupo de ex-intercambista do Rotary que desenvolve atividades voluntárias. Neste grupo, o “melhor ano de nossas vidas” é uma constante, todos falam com brilhos nos olhos sobre a experiência e acabam engajando mais e mais jovens.

Claro que aprende-se MUITO em um intercâmbio, aprende-se uma nova língua, novos costumes, uma nova maneira de viver em sociedade. No meu caso, aprendi sobre novas religiões ao morar em três famílias diferentes, a primeira de Judeus, a segunda de Católicos e a terceira de Protestantes. Aprende-se a viver sozinho, a ter responsabilidade, assumir compromissos, erros, falar por si e se fazer ser entendido/acreditado/respeitado! Acredito porém que o ensinamento que mais me modificou e ajudou na construção do meu “ser” é o título deste post: “Diferente não é errado, é só diferente!“!

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Este post, longe de mim, não busca te fazer acreditar em meus ideais, adotar a minha forma de ver o mundo, aceitar a minha maneira de viver. Busco aqui te fazer refletir, deitar na cama hoje à noite e pensar; imaginar, relembrar e “SE” provocar sobre a maneira que você encara o mundo!

Morei nos EUA, sim, aquele país é maravilhoso. Lá não existe, diferentemente do que defende a Opinião Pública, um bando de radicais bitolados querendo dominar o mundo! Existem muitas pessoas de bem, que acreditam em uma vida melhor, apostam na coletividade e na inovação. Claro, como em qualquer lugar, existem também aqueles que acreditam que o planeta precisa ser da forma que entendem ser a correta, aí vemos algumas ações iniciadas por governos passados e que ainda hoje estão em curso.

Indo à outra ponta temos o Oriente Médio e países vizinhos, onde se condenampessoas ao apedrejamento, onde mulheres são submissas e “vivem em burcas”. Seguindo mais adiante temos a Índia e China, países ditos “de terceiro mundo” (assim como o nosso) mas tão diferentes entre si. Países estes onde a dita pobreza (segundo os nossos padrões), assolam a maior parte da população. Países que tem pouquíssimo saneamento básico, mas em que a riqueza cultural, a defesa dos costumes, os ritos e rituais são belíssimos e conservados há milênios.

Tive a oportunidade de visitar os Emirados Árabes Unidos (Dubai) e o Egito (Cairo, cidades históricas ao longo no Nilo, Santa Catalina [para subir o Monte Sinai] e Sharm El-Sheik [mergulhar no mar vermelho]). Lá encontrei povos diferentes dentro do mesmo país, assim como são os gaúchos, mineiros, paulistas e baianos. Tenha a curiosidade de perguntar se as mulheres de lá, que “vivem em burcas”, cada qual de acordo com os costumes de sua família (desde burca completa até apenas lenço na cabeça, ou nem isto), se são infelizes e verás a resposta! Não podemos aqui, em função de uma visão de mundo que temos, condenar determinados costumes e taxá-los de errados. Podemos não concordar com eles; mas temos que entender que são DIFERENTES e, em hipótese alguma, julgar e condená-los sem entender “o todo”!

Precisamos aprender, entender e aceitar que pessoas são diferentes. Temos heterossexuais, homossexuais e trans-sexuais. Temos vegetarianos, vegans… Judeus, Católicos, Protestantes, Crentes e por aí vai. Assim como existem os Rockeiros, Techneiros, Funkeiros, Pagodeiros e outros!

Não nos cabe julgar e condenar as pessoas ou povos pelo que pensam ou fazem baseado em nossa forma de vida. Nascemos diferentes, e vivemos diferente. Uns acreditam que viver sem tecnologia é viver melhor, é cuidar do mundo, outros não se importam em desperdiçar água e consumir muita energia elétrica e lixo eletrônico.

Cabe a todos nós sermos mais pacientes, respeitosos e tolerantes. Como diria John Scatman “How can someone win, if winning means that someone loses?”. Se acreditamos que eles são radicais, o que somos ao querer impor o nosso “way of life” a eles?

Para ver fotos das viagens, visite meu picasa!





Como o trabalho voluntário pode te ajudar em um emprego

9 08 2010

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Na semana passada eu dei uma entrevista para a Fabiana, repórter do virgula, depois de ver um pedido de personagem por meio do @ajudeumreporter. A pauta buscava pessoas que conseguiram um emprego por fazer atividade voluntária, BINGO!

Ao voltar de meu intercâmbio entrei no Rotex São Paulo, um grupo de ex-intercambistas do Rotary Internacional que desenvolve atividades voluntárias para os gringos que estão no Brasil auxiliando-os a aprender o português e também a nossa cultura. Ajudamos também na adaptação e readaptação dos brasileiros que vão e voltam!

Foi neste grupo que aprendi diversas coisas que só fui me dar conta que tinham MUITO a ver com o mundo corporativo depois. Quando consegui meu primeiro estágio, as empresas ainda não eram SEDENTAS por pessoas que desenvolvem atividades voluntárias como são hoje!

Depois do Rotex entrei no Rotaract, grupo de jovens entre 18 e 30 anos que desenvolvem atividades voluntárias para as comunidades em que atuam. Existem clubes espalhados pelo país todo! O meu é o Aliança Lapa, cujo blog também escrevo.

Para ver a matéria toda, clique aqui!





Auditoria de Imagem como termômetro para a Comunicação

3 08 2010

por Lívia dos Santos

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A mensuração das ações de comunicação tem sido cada vez mais debatida entre os profissionais da área. Entre as diversas ferramentas, a auditoria de imagem tem a finalidade de descrever e avaliar como a organização é percebida pelos meios de comunicação. Essa atividade cresceu nos últimos anos em razão do importante papel que a mídia exerce na construção da imagem e reputação das empresas perante seus públicos.

A auditoria de imagem na mídia é diferente do clipping, processo utilizado pelas assessorias de imprensa na mensuração de seus resultados. Na auditoria, são necessárias cinco etapas básicas: definição dos objetivos a serem alcançados; resolução dos parâmetros para a análise; escolha dos veículos a serem analisados; coleta e análise do material; e redação de um relatório final.

A escolha dos instrumentos é realizada de acordo com os objetivos propostos para a auditoria, ou seja, se o alvo é analisar o volume da presença de determinada empresa na mídia e de seus concorrentes, recorre-se ao método quantitativo. Por outro lado, se o objetivo final for a qualidade das inserções, emprega-se o método qualitativo.

Segundo o professor de pós-graduação da Universidade Metodista de São Paulo e diretor da Comtexto, consultoria e assessoria de comunicação, Wilson da Costa Bueno, as assessorias que prestam o serviço de auditoria de imagem cometem alguns equívocos. “Entre os principais erros cometidos estão confundir espaço editorial com espaço publicitário, não refinar os instrumentos de análise, não ter claros os objetivos da auditoria, não definir corretamente os veículos a serem analisados e imaginar que auditoria de imagem é o mesmo que clipagem de veículos”, afirma.

Gilceana Soares Moreira Galerani, Coordenadora de Comunicação Interna da Embrapa, diz que a empresa utiliza a clipagem como ferramenta quantitativa. “O clipping é simplesmente o ‘recorte’, a compilação das matérias, reportagens e editoriais que são veiculados na mídia sobre a empresa, ele não pressupõe análise qualitativa, o que é primordial para sinalizar sobre a imagem da empresa junto aos veículos de comunicação”, comenta.

Outro ponto abordado pela Coordenadora é o modo como é feita a análise qualitativa. Neste caso, compreende  a natureza da matéria, se teve impacto positivo ou negativo, a localização da página na publicação e sua vinculação junto aos principais temas de trabalho elencados no planejamento estratégico de comunicação da empresa.

Quanto à importância da auditoria de imagem, Bueno afirma que essa atividade auxilia na avaliação da eficácia do processo de divulgação, comparação da organização e de seus concorrentes sobre o relacionamento com a mídia. A auditoria também ajuda a reposicionar a divulgação quando necessário, bem como identificar e neutralizar possíveis equívocos em publicações. Outra finalidade é identificar como a instituição é vista pelos meios de comunicação, o que pode influenciar sua imagem e reputação.

Gilceana defende a importância de um profissional de Relações Públicas como responsável por essa atividade, já que esse curso tem uma disciplina relacionada ao planejamento, alicerce para se compreender que mensuração de resultados faz parte e deve ser prevista ao se planejar a comunicação, e não algo após a realização das tarefas.

Por fim, para quem tem interesse e deseja trabalhar nessa área, Bueno aconselha conhecer a organização, sua cultura de relacionamento com a mídia e o sistema de produção jornalística em suas múltiplas alternativas, como mídia de informação geral, segmentada, mídia impressa e online, entre outros, assim como conhecimentos em metodologias de pesquisa.

Agradecimento: Joice Carolina Xavier por ter realizado as entrevistas para essa pauta.








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