O LOBBY, seus Mitos e Verdades

1 06 2011

por Bruna Maturana

Qual é a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você ouve a palavra “lobby”? Se a resposta for: políticos corruptos, dinheiro na cueca, propina ou corrupção, esse post é para você.

O fato é que a atividade de lobby é muito mal vista pelos brasileiros, o que pode ser relacionado a falta de esclarecimento e clara definição do que é exatamente esta atividade. Quero, neste post, trazer pontos que ajudem a esclarecer estes pontos “obscuros”.

Vamos começar pela origem da palavra: “Lobby” vem do inglês e significa antessala, hall ou salão. Eram nestes espaços que, segundo historiadores, os agricultores e comerciantes do século XIX ficavam, na tentativa de abordar os parlamentares e conversar sobre seus pleitos, coletivos ou individuais.

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Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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Até quando negaremos os fatos?

7 01 2011

Eu não preciso apresentar neste post nenhuma matéria, nenhuma referência nada. Na verdade, este não é o propósito. A ideia aqui é que você, leitor, diante das noticias que leu ou ouviu nos últimos dias, reflita e analise sobre o que vem a seguir.

No Reveillon de 2009/2010 já passamos por isto, este ano (2010/2011) novamente. Ligamos a TV, o Rádio ou abrimos os jornais e revistas e nos deparamos com matérias sobre enchentes, desmoronamentos, alagamentos, chuvas acima do normal, ou abaixo em alguns outros lugares, como no sul do Brasil.

Notícias deste tipo nesta época do ano viraram normais. Não mais nos surpreende, por exemplo, avenidas intransitáveis, árvores caídas, gente morrendo…

Aí eu lhe pergunto (e sei que você me entende): Está tudo normal? Sempre foi assim?

Claro que não! Vemos que o mundo está mudando e, infelizmente, não para melhor. Chuvas afetam cidades de Minas, São Paulo e Rio. Afetam também a Europa e a Austrália. As secas também nos afetam, no Rio Grande do Sul, como disse, e em outros países da Europa também, sul da Ásia segue o mesmo rumo. Isto tudo impacta na forma em que vivemos, na produção mundial de alimentos. Um levantamento recente de uma resseguradora britânica mostra que em 2010 estima-se terem gasto no mundo US$ 150 BIlhões apenas com desastres naturais.

Na Europa e EUA, além disto, ano a ano o número de voos cancelados por tempestades de neve cresce. Ano passado o nosso verão foi quente demais, este ano, está bem mais ameno, chuvoso…

Proponho então duas coisas, e eu vou começa-las abaixo, nos comentários:

  1. Reflita e encontre coisas que você via, encontrava, tinha, usava, sentia ao menos 10 anos atrás no local onde vive e que não mais as tem!
  2. Pergunte-se o que tem feito para ajudar a mudar isto na sua CASA, empresa onde trabalha e círculo de amigos.

Vamos tentar?





ILP promove curso sobre Parlamento X Imprensa

16 11 2010

O Instituto do Legislativo Paulista (ILP) promoverá nos dias 18 e 19 de novembro (quinta e sexta) o curso Assembleia X Mídia – Uma Relação a Ser Construída.

Com o objetivo de tratar da relação entre os parlamentares, seus assessores e a mídia o curso promete ser uma ótima pedida para os profissionais de comunicação que querem saber mais sobre este tipo de relação. Além da aula teórica, os participantes poderão desenvolver atividades práticas com a TV Assembleia.

O curso será ministrado pelo professor doutor Luiz Barco, da Universidade de São Paulo (USP).

Serviço:

Curso: Assembleia X Mídia – Uma Relação a Ser Construída

Data: 18 e 19 de novembro

Horário: 9h às 18h

Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP)

Inscrições: www.al.sp.gov.br (Acessar o link do ILP no menu direito)

Com informações do Diário Oficial do Estado de São Paulo





O mercado de RP no Brasil!

3 11 2010

Algumas semanas atrás o relações abriu a sua fan page no Facebook! A partir de então vocês podem acessar todos os posts do relações por lá, comentá-los, divulgá-los para sua rede e inclusive interagir com a gente. Na fan page criamos um tópico de discussão perguntando o que você quer ler aqui no relações, e, em poucas horas a @gabriela_moura já deixava uma sugestão: “Mercado de trabalho”. Em tempos de Capitão Nascimento, “Missão dada é missão cumprida!”, e lá fomos nós.

Resolvi então perguntar aos presidentes das duas maiores agências globais de RP no país, Burson-Marsteller e Edelman, como eles enxergam e quais as perspectivas do mercado de trabalho para os profissionais de Relações Públicas no Brasil!

Ambos concordam que o mercado de RP está crescendo bastante principalmente em função do desenvolvimento/amadurecimento do país. Concordam também que as mídias sociais estão aí e tendem a desenvolver ainda mais o mercado das RPs uma vez que exigem a integração de diferentes formas de se comunicar para diferentes públicos. É muito interessante, porém, ver o que os leva a afirmar e apostar no crescimento da área. Abaixo transcrevi as respostas, vejam:

Ronald Mincheff – Presidente da Edelman do Brasil

O mercado de RP está em ascensão e deve crescer nos próximos anos, sobretudo com a popularização das mídias sociais.

Neste momento em que as marcas precisam promover engajamento com diversos públicos e investir no bom desenvolvimento de conteúdo, o profissional de RP  passa a ser mais valorizado. Somos quem de fato tem expertise para alinhar a comunicação de uma companhia integrando ações offline e online. Também somos quem melhor pode prever e gerenciar crises em todos os ambientes, além de contribuir para que a empresa promova ajustes internos que melhorem inclusive o atendimento ao consumidor. Prevejo um momento de muitas conquistas, mas os profissionais devem se preparar para um mercado mais complexo e ágil.

Francisco Carvalho – Presidente da Burson-Marsteller no Brasil

Na minha opinião, o mercado de Relações Públicas está em franca expansão no Brasil e tende a conquistar uma posição cada vez mais estratégica dentro das organizações. Todos os índices macroeconômicos demonstram que o Brasil terá um crescimento acelerado nos próximos anos. O impacto desse progresso se dará sobretudo em setores de infraestrutura, energia, siderurgia, Telecom e mercado financeiro, entre outros. Em sua grande maioria, esses setores são altamente regulados e exigem um planejamento estratégico e uma comunicação eficientes, tanto para dialogar com as comunidades e os líderes de opinião quanto para se comunicar apropriadamente com autoridades governamentais e regulatórias. Diálogo, na verdade, é a palavra-chave que marca essa nova era revolucionária da comunicação. Diálogo nas mídias sociais, diálogo com funcionários e com autoridades. Enfim, diálogo com os principais stakeholders como princípio de sustentabilidade empresarial. E ninguém melhor do que o profissional de Relações Públicas para criar esse diálogo entre a empresa e a sociedade. Afinal, faz parte de nossa genética profissional saber comunicar e ouvir, saber gerenciar expectativas, demonstrar a função social e atuação responsável das organizações, buscar e antecipar as mudanças na sociedade.

Para mim o interessante das respostas é perceber que ambos salientam a importância do profissional de Relações Públicas na estratégia de comunicação de uma empresa, em função deste ter visão ampla e capacidade de integrar as diversas plataformas de comunicação. Além disto, o Francisco toca em um ponto bastante delicado, os setores de nosso país que tendem a crescer mais e a importância que estes segmentos devem dar à comunicação, principalmente com o governo (as famosas Relações Públicas Governamentais), algo ainda pouco difundido no Brasil.

@gabriela_moura espero que as respostas do Ronald e do Francisco tenham ajudado a responder a sua pergunta sobre o mercado de trabalho para Relações Públicas. Agradeço muito a disposição e dedicação dos dois executivos em participar deste post e aproveito para convidar vocês a “curtir” a nossa fan page no Facebook e deixar a sua sugestão de pauta por lá :-)!





Ascender ou sobreviver?

20 10 2010

Tenho visto muitos textos agora na corrida do 2º turno com mil motivos para se votar em José Serra, e mil outros mais para se votar em Dilma Rousseff. Não, eu não vou te dar motivos para votar nem em um e nem em outro!

Minha reflexão aqui vai para algumas coisas mais básicas; na verdade vai para A mais básica delas e, para muitos, “brega”: A continuidade da vida.

Já fui (e ainda sou) criticado por amigos, familiares, colegas e até desconhecidos por levantar a bandeira da sustentabilidade, por dizer que não pretendo (até o presente momento e em um futuro indeterminado) ter um filho e por realmente acreditar que se não fizermos (todos nós, individualmente) algo AGORA! a coisa pode ficar ainda pior!

A Natalia Guerra que o diga o quanto este meu lado extremamente racional é complicado as vezes. Recentemente a Folha de S. Paulo divulgou uma matéria em seu caderno de ciência dizendo que o buraco da camada de ozônio em cima da Antártida parou de crescer e que, se tudo continuar como está, nos próximos 100 anos ele se fechará! Sabe-se que, nos cenários mais otimistas, a água potável vai deixar de existir em 50 a 70 anos. Já tiramos, hoje, da Terra, 30% mais recursos naturais do que ela tem a nos oferecer. Eu poderia dar MUITOS outros exemplos aqui, todos de cientistas e estudiosos extremamente competentes e renomados que dedicam as vidas à isto para mostrar que eu e você precisamos fazer algo já!

Aí volto à política, ali de cima! Acho lindo, maravilhoso e extremamente importante (sem nenhuma ironia, de verdade) que o governo Lula tenha ajudado 21 milhões de brasileiros a saírem da miséria, e ajudado outros 32 milhões em sua ascensão à classe média.

Nascemos e nos desenvolvemos ao longo de nossas vidas, buscamos melhorar, crescer, produzir, ascender, é um processo natural. O que não é natural é a maneira como fazermos isto: denegrindo, canibalizando e destruindo o mundo sem o qual não existiríamos! Não faz o menor sentido tirar as tábuas de sua casa de madeira, para queimar na lareira e se proteger do frio… E as paredes? Não são fundamentais para isto?

Vou bater na tecla de que precisamos mudar a nossa forma de vida MIL vezes, assim como o número de motivos para votar em um ou em outro candidato. Aqui no relações já falei sobre o que é sustentabilidade, a hipocrisia que criamos sobre o capitalismo sustentável, para onde mandar o seu lixo eletrônico e o exemplo prático do Butão em como priorizar seus investimentos. São todas histórias e exemplos para refletirmos e nos inspirarmos.

Tá, mas o que isto tem a ver com as propostas de governo e “Ascender ou sobreviver”?

Tem a ver que ascender é ótimo, mas precisamos ter limites! Como disse acima, hoje consumimos 30% a mais do que a Terra é capaz de repor, logo, se 100% dos habitantes do planeta consumirem de forma igual ao que eu e você consumimos hoje, a Terra vai pro beleléu. Junto com ela vou eu e você!

  • Culpar os governantes e julgá-los corruptos, incapazes, não resolve nada.
  • Pare de lamentar, vá lá e seja a mudança que você quer ver!
  • Vote racionalmente e não anule seu voto para protestar.
  • Mude seus hábitos de vida, procure se adaptar, com um pouquinho de sacrifício podemos mudar coisas bem significantes em nossas vidas.
  • Pare de achar que tudo isto aqui é papo de nerd e de eco-chatos. Perceba que estamos apenas  pensando na coletividade. Você faz isto também?

Precisamos repensar a nossa forma de viver, de se relacionar com as pessoas, de ganhar dinheiro, de produzir, consumir, descartar e interagir com os bens e com o planeta. Precisamos deixar de enxergar o mundo “político” e passar a ver o mundo FÍSICO. Aplique em sua vida os “3Rs” nesta ordem, REDUZIR o que consumimos, REUTILIZAR o que temos e RECICLAR o que não mais precisamos! Sou sim um entusiasta, mas realista! Acho que ainda podemos mudar a história, o tempo para isto era em 2000, agora virou obrigação!

Obrigado Marina Zarcos pela revisão 🙂





A credibilidade das pesquisas em xeque

18 10 2010

Eu pensei em escrever um post sobre Pesquisa e RP abordando um monte de coisas; não daria certo pois JAMAIS conseguiria falar tudo o que é preciso em um post. Resolvi então dividi-lo em algumas partes, ainda não sei ao certo quantas serão.

Depois do 1º turno das eleições, todas, sim, TODAS as atenções se voltaram aos Institutos de Pesquisa. Datafolha, Ibope, Sensus, Vox Populi e outros tiveram que explicar aos especialistas e à opinião pública como os resultados das urnas, para eleições nacionais e estaduais (governadores e senadores), tiveram resultados tão diferentes.

Para pegar apenas um exemplo, dizia-se que em São Paulo a Dilma venceria as eleições, Alckmin provavelmente precisaria de 2º turno para ser eleito,  e que teríamos como senadores a Martha Suplicy e o Netinho de Paula. O resultado foi que Serra ganhou no Estado, Alckmin levou de primeira e o, tido como, “azarão”, Aloysio Nunes levou a vaga ao Senado em 1º lugar.

Isto não aconteceu apenas em São Paulo, segundo as pesquisas Serra só ganharia as eleições em 2 Estados, Acre e Paraná, acabou que ele venceu em RR, AC, RO, MT, MS, SP, PR e SC. Mais do que isto, Marina ganhou de Dilma no DF.

Fiz Relações Públicas na Universidade Metodista de São Paulo. Para terem uma ideia da importância que a pesquisa é dada por esta instituição, dos 8 semestres do curso, temos a matéria em SETE deles! Aprendemos, naturalmente ou por osmose, que pesquisar os nossos públicos, o que pensam, como pensam, o que esperam e querem é fundamental para embasarmos nossos planos de comunicação e para antevermos  cenários.

Marina Silva já dizia nos debates e entrevistas que o que sentia nas ruas era diferente do que apontavam as pesquisas. Isto, de certa forma, se confirmou diante dos mais de 20 milhões de votos que teve, porém, realmente era verdade ou era apenas uma jogada de campanha?

Os institutos de pesquisa, após os resultados, claro, foram chamados a se explicar. Tivemos matérias na Folha de S. Paulo, na Veja, Estadão, O Globo e diversos outros veículos, mas a que mais me chamou atenção (e que é a mais longa também) foi uma entrevista dada por Márcia Cavallari, Diretora do Ibope, ao Roda Viva do dia 4 de outubro.

Os jornalistas presentes, Marília Gabriela no comando, e Augusto Nunes, Paulo Moreira Leite, Carlos Brickmann e Bob Fernandes não pouparam balas no embate com a entrevistada, diga-se isto especialmente de Augusto Nunes. Muito se perguntou, e até se implorou, para que Cavallari pedisse desculpas em nome dos institutos pelos erros das pesquisas. Ela, por sua vez, defendeu de todas as formas que pesquisa não nasceu para “cravar” números, ou, “acertar na mosca” os resultados, pesquisas servem para mostrar tendências de comportamento e, diante disto, elas cumpriram com o seu papel!

Sugiro que leiam os materiais dos links acima e, em especial, assistam ao menos ao primeiro bloco da entrevista de Cavallari ao Roda Viva. É o bloco mais “quente” e que traz muitas informações importantes para podermos formar nossa opinião. Depois, deixe seu comentário aqui sobre: As pesquisas são culpadas ou inocentes?








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