Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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“Diferente não é errado, é só diferente!!”

10 08 2010

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Entre julho de 2003 e agosto de 2004 fiz um Intercâmbio Cultural pelo Rotary Internacional nos Estados Unidos. Lá concluí o Ensino Médio na Honeoye Falls – Lima High School, conforme conto no meu perfil. Quem já fez intercâmbio (mesmo os que duram poucas semanas) entendem quando falamos que este foi o melhor ano de nossas vidas. Ao voltar ingressei no Rotex São Paulo, um grupo de ex-intercambista do Rotary que desenvolve atividades voluntárias. Neste grupo, o “melhor ano de nossas vidas” é uma constante, todos falam com brilhos nos olhos sobre a experiência e acabam engajando mais e mais jovens.

Claro que aprende-se MUITO em um intercâmbio, aprende-se uma nova língua, novos costumes, uma nova maneira de viver em sociedade. No meu caso, aprendi sobre novas religiões ao morar em três famílias diferentes, a primeira de Judeus, a segunda de Católicos e a terceira de Protestantes. Aprende-se a viver sozinho, a ter responsabilidade, assumir compromissos, erros, falar por si e se fazer ser entendido/acreditado/respeitado! Acredito porém que o ensinamento que mais me modificou e ajudou na construção do meu “ser” é o título deste post: “Diferente não é errado, é só diferente!“!

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Este post, longe de mim, não busca te fazer acreditar em meus ideais, adotar a minha forma de ver o mundo, aceitar a minha maneira de viver. Busco aqui te fazer refletir, deitar na cama hoje à noite e pensar; imaginar, relembrar e “SE” provocar sobre a maneira que você encara o mundo!

Morei nos EUA, sim, aquele país é maravilhoso. Lá não existe, diferentemente do que defende a Opinião Pública, um bando de radicais bitolados querendo dominar o mundo! Existem muitas pessoas de bem, que acreditam em uma vida melhor, apostam na coletividade e na inovação. Claro, como em qualquer lugar, existem também aqueles que acreditam que o planeta precisa ser da forma que entendem ser a correta, aí vemos algumas ações iniciadas por governos passados e que ainda hoje estão em curso.

Indo à outra ponta temos o Oriente Médio e países vizinhos, onde se condenampessoas ao apedrejamento, onde mulheres são submissas e “vivem em burcas”. Seguindo mais adiante temos a Índia e China, países ditos “de terceiro mundo” (assim como o nosso) mas tão diferentes entre si. Países estes onde a dita pobreza (segundo os nossos padrões), assolam a maior parte da população. Países que tem pouquíssimo saneamento básico, mas em que a riqueza cultural, a defesa dos costumes, os ritos e rituais são belíssimos e conservados há milênios.

Tive a oportunidade de visitar os Emirados Árabes Unidos (Dubai) e o Egito (Cairo, cidades históricas ao longo no Nilo, Santa Catalina [para subir o Monte Sinai] e Sharm El-Sheik [mergulhar no mar vermelho]). Lá encontrei povos diferentes dentro do mesmo país, assim como são os gaúchos, mineiros, paulistas e baianos. Tenha a curiosidade de perguntar se as mulheres de lá, que “vivem em burcas”, cada qual de acordo com os costumes de sua família (desde burca completa até apenas lenço na cabeça, ou nem isto), se são infelizes e verás a resposta! Não podemos aqui, em função de uma visão de mundo que temos, condenar determinados costumes e taxá-los de errados. Podemos não concordar com eles; mas temos que entender que são DIFERENTES e, em hipótese alguma, julgar e condená-los sem entender “o todo”!

Precisamos aprender, entender e aceitar que pessoas são diferentes. Temos heterossexuais, homossexuais e trans-sexuais. Temos vegetarianos, vegans… Judeus, Católicos, Protestantes, Crentes e por aí vai. Assim como existem os Rockeiros, Techneiros, Funkeiros, Pagodeiros e outros!

Não nos cabe julgar e condenar as pessoas ou povos pelo que pensam ou fazem baseado em nossa forma de vida. Nascemos diferentes, e vivemos diferente. Uns acreditam que viver sem tecnologia é viver melhor, é cuidar do mundo, outros não se importam em desperdiçar água e consumir muita energia elétrica e lixo eletrônico.

Cabe a todos nós sermos mais pacientes, respeitosos e tolerantes. Como diria John Scatman “How can someone win, if winning means that someone loses?”. Se acreditamos que eles são radicais, o que somos ao querer impor o nosso “way of life” a eles?

Para ver fotos das viagens, visite meu picasa!





Wikileaks: Liberdade de Imprensa X Segurança Nacional

27 07 2010

Nos últimos dias um novo site “wiki” tem tomado conta dos noticiários mundiais, o Wikileaks!

Esta nova plataforma surgiu em 2007 com a promessa de garantir, de qualquer maneira, a publicação de informações “sensíveis” que devam se tornar públicas. Os criadores do projeto defendem que só com uma imprensa realmente livre é que será possível combater a corrupção e as más condutas existentes.

A Wikileaks informa em sua descrição que adota as mais modernas práticas de criptografia de dados para poder garantir anonimato às fontes que submetem materiais ao portal. Ao mesmo tempo, diz que conta com um grande time de advogados que trabalham para garantir que o projeto continue caminhando.

No Brasil começou a se falar mais sobre o projeto depois que mais de 90 mil documentos do governo americano sobre a guerra do Iraq/Afeganistão vazaram ao mundo por meio da Wikileaks. Os documentos, entre eles muitos relatos de combatentes americanos, revelam que os EUA mantinham um esquadrão especial para capturar e eliminar insurgentes acusados de terrorismo, além de relatar algumas operações encobertas que acabaram vitimando civis e crianças.

O site declara já ter “vazado” mais de um milhão de documentos e afirma que publica apenas documentos de veracidade comprovada e que passem por criteriosa análise. Rumores ou opiniões não são postadas. Seu diretor, o australiano Julian Assange, publicou em janeiro deste ano um documento do serviço de inteligência americano afirmando que o site é uma ameaça às forças armadas do país, informação esta que foi confirmada pelo governo à BBC.

Para a divulgação dos documentos sobre a guerra do Afeganistão, o Wikileaks contatou os jornais The Guardian (Londres), The New York Times (NY) e Der Spiegel (Alemanha). Estes veículos ajudaram a analisar as informações e a cruzá-las com informações dos próprios governos. O resultado, o barulho que estamos vendo hoje nos principais jornais do mundo.

Em minha opinião o projeto é ótimo e parece ser muito bem amarrado para evitar a publicação de especulações e informações desconexas. Parece também que conta com uma equipe multidisciplinar bastante ampla para garantir que o site funcione e cumpra com seus objetivos para com a sociedade e as fontes de informação. Com isto entendo que ele garante o que já abordei em outro post aqui no relações, que é a relação entre a liberdade de imprensa e a ética jornalística!

E você, acha que a liberdade de imprensa deve ser protegida a qualquer custo? E quando esta liberdade conflita com a ética (ou ausência dela)? Deixe sua opinião!

com informações d´O Globo, O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo. Acompanhe o Wikileaks no twitter aqui.




“CALA BOCA GALVAO” por Galvão

16 06 2010

E o Galvão Bueno finalmente se pronunciou “Globalmente” sobre o CALA BOCA GALVAO, previamente apresentado no post abaixo.

Quero aqui propor aos comunicólogos uma reflexão sobre como ele, pessoa, lidou com esta “campanha”. Claro que o assunto começou como um protesto da sociedade aos comentários do narrador esportivo de maior expressão, hoje, no país. Mas a coisa foi tomando outros rumos, como bem apresentou a @nubia_tavares em um comentário aqui no blog.

Abaixo reproduzo alguns twits que selecionei, feitos pelo Galvão Bueno em seu Twitter (clique na imagem para ampliar).

No próprio dia 10, data da abertura da Copa, e dia em que os comentários começaram a surgir no Twitter, suas primeiras 3 mensagens foram com um tom de “Minha narração tem emoção, e como eu faço para, PELO AMOR DE DEUS, vocês me aceitarem e pararem de me criticar”.

As duas mensagens seguintes, feitas após um intervalo de 16 e 25 minutos respectivamente, já vêm com outro tom, o de “aceitar a brincadeira”, busca enxergar o seu lado bom e levá-la na esportiva. ESPECULAÇÃO – Teria neste intervalo o Galvão falado com alguém para saber o que fazer? Pode ser!

A sequência de twits relacionados ao CALA BOCA GALVAO são todos levando o “protesto” na esportiva e brincadeira.

Ontem a noite ele deu uma entrevista ao Tiago Leifer sobre o assunto, e encarar o movimento como uma piada feita entre brasileiros e estrangeiros. Claro, não podia se esperar que ele assumisse em rede nacional, e na emissora em que trabalha, que está sendo criticado mas aceita a brincadeira.

Acho que este assunto tem que ser encarado separado em duas frentes: A piada com os “gringos” e o protesto ao Galvão! E você o que acha das estratégias dele e da campanha?





CALA BOCA GALVAO a “inside joke” do século!

14 06 2010

Tudo começou como o “repúdio” aos comentários de Galvão Bueno, “O” locutor Âncora da Rede Globo. Lá na quinta-feira passada (10/06) durante a abertura da Copa do Mundo, o jargão “CALA BOCA GALVAO” (grafado assim mesmo, em letras garrafais e sem acento), já figurava nos Trendings topic mundiais do Twitter.

Foi então que alguém teve a brilhante idéia de dizer que “CALA BOCA GALVAO” significa “Save Galvao”, uma espécie rara de pássaro que vive na Amazônia. Como se não bastassem, disseram que a Lady Gaga lançaria uma musica falando de tal ave, e que parte da arrecadação do single seria revertida ao “Instituto Galvao” com 15 anos de existência e dedicado à preservação da espécie.

Depois dessa, aí sim o termo caiu no mundo. Americanos começaram a se perguntar pq só os brasileiros sabiam do novo single; propagavam também que a cada twitt US$ 0,10 eram doados ao instituto.

Outras histórias foram se embolando, como a suposta participação de Gisele Bündchen e Ana Maria Braga, sim ela mesma, dançando no clipe ao lado de Lady Gaga! – Absurdos MIL que foram se propagando pelo Twitter!

Como se não bastasse hoje pela manha me deparo com o vídeo abaixo! uma ÓTIMA campanha feita a toque de caixa para manter o suspense no ar!

CALA BOCA GALVAO é o acontecimento DO SÉCULO nas redes sociais. A pergunta é: “Quando é que algum jornal/TV/Radio vai falar sobre o assunto e como ficará a reputação das informações propagadas pelo Twitter?” – O El País não coloca hora nas matérias, mas logo após a publicação deste post ví uma matéria! Hoje mesmo (14/06) às 15h de NY, o NYTimes tbm publicou matéria. Os links estão abaixo.


Matérias relacionadas:
IDGNow
Folha
Meiobit
El País
New York Times








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