Um final de semana para a sustentabilidade – Virada Sustentável

3 06 2011

Por Lívia dos Santos

Aqui no #blogrelacoes, vira e mexe a gente dá dicas de final de semana sobre um bom restaurante, um bom filme, um bom programa… dessa vez sugiro um final de semana inteiro com mais de 300 atrações pra vocês escolherem 😉

Neste final de semana acontece em São Paulo a primeira Virada Sustentável. Assim como a Virada Cultural e Esportiva, será uma maratona com várias atividades, todas voltadas para a sustentabilidade para conscientizar a população sobre o tema! A data foi escolhida para celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho.

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O jeito PepsiCo de se relacionar com o mundo

14 03 2011

De 7 a 11 de fevereiro deste ano tivemos mais uma edição do Social Media Week, evento que reuniu experts nas áreas de social media e digital com interessados no assunto. Além de participar do evento, tive a honra de ser convidado pela equipe da @agenciaideal para um encontro do Bonin Bough – Diretor Global da área Digital e de Mídias Sociais da PepsiCo, com blogueiros de diversas áreas.

Lá pude conhecer pessoalmente a @carolterra, o próprio Bonin, @edmarbulla (Gerente de Consumer Engagement da PepsiCo BR), @anamariacoelho@formagio, @marthagabriel, @priscilainsera, @upalupa e @samegui. O bate-papo abordou diversos assuntos como  negócios, desenvolvimento da organização, seu programa de sustentabilidade e envolvimento/desenvolvimento com produtores e distribuidores, ações em mídias sociais e posicionamento da companhia perante as novas tecnologias.

Abaixo você acompanha os principais pontos da conversa em alguns destes tópicos que ajudam a direcionar a leitura de acordo com o seu interesse :-).

Social Media Week 2011

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Seu engajamento é apenas virtual?

12 01 2011

Ano passado tivemos mais um capítulo de violência no Rio de Janeiro (assim como já tivemos em São Paulo e em outras cidades do nordeste, muito menos abordados) onde facções criminosas aterrorizaram cidadãos e afrontaram o poder público. Diante disto as autoridades começaram a orquestrar uma grande resposta ao ocorrido, o que recebeu muito apoio da opinião pública.

Junto com a “comoção” que tomou conta da sociedade começaram a pipocar exemplos de “engajamento” para você “pedir paz ao Rio”, “ajudar a construir uma cidade melhor”, “não se solidarizar com a impunidade”, e por aí vai. Muitas destas campanhas sugeriam a adoção de twibbons nos avatares do Twitter, declarações via Facebook e Orkut, correntes por e-mail…… Mas o que de CONCRETO tudo isto gera?

A internet nos trouxe diversas vantagens: a possibilidade de rapidamente atingirmos uma parcela grande de pessoas, chamar a atenção delas para causas e problemas, pedir seu engajamento. Lindo, mas e se todos ficarem apenas no “compartilhar”, no “contar a sua história”? E se ninguém efetivamente levantar “…” da frente do computador e partir para a ação? De que adianta toda esta movimentação virtual?

Percebo que as ações na web engajam muitas pessoas mas o que se vê ao tentar transferir o virtual para o real é uma queda brusca deste engajamento. Salvo exceções, poucas ações conseguem mobilizar presencialmente pessoas em determinado trabalho.

Para balancear esta conversa fui consultar o @interney sobre o assunto e, em algumas trocas de e-mail ele me acordou para algumas coisas que eu ainda não tinha levado em consideração:

  1. Com a internet nós temos muito mais formas de mensurar a população atingida pela campanha versus aquelas que se “sensibilizaram” com tal, ou seja, curtiram a página, adicionaram twibbon na foto, etc…
  2. Nem sempre uma causa precisa efetivamente ser levada para o mundo real. As vezes apenas o engajamento virtual é o que se espera da audiência, e ter esta expectativa muito bem definida é algo fundamental na hora de se planejar uma ação.

Bingo! E o que esperamos das ações?

Costumo dizer aos meus amigos do mundo de Rotary, principalmente os associados do Rotaract Aliança Lapa, que não vamos conseguir salvar o mundo sozinhos. Precisamos de calma, ir aos poucos, abordando um problema de cada vez, mas trabalhando de forma eficiente e eficaz para solucioná-los. Temos que ir até o fim em uma causa, focar em um assunto, só assim conseguiremos provocar mudanças significativas.

Esta é minha forma de ver as coisas. Eu acho que o engajamento virtual é válido e necessário mas sem o engajamento PRESENCIAL, trabalhando em prol de causas que precisam ser mudadas (educação, saúde, segurança, etc) não vamos conseguir mudar muita coisa. Minha forma de batalhar por algo é tomar partido e trabalhar em prol dela, não apenas demonstrar minha insatisfação/indignação. Esta é minha expectativa.

Aí o @interney terminou nossa troca de e-mails com maestria: “Não tem problema nenhum na internet, o problema é do ser humano!”.





Até quando negaremos os fatos?

7 01 2011

Eu não preciso apresentar neste post nenhuma matéria, nenhuma referência nada. Na verdade, este não é o propósito. A ideia aqui é que você, leitor, diante das noticias que leu ou ouviu nos últimos dias, reflita e analise sobre o que vem a seguir.

No Reveillon de 2009/2010 já passamos por isto, este ano (2010/2011) novamente. Ligamos a TV, o Rádio ou abrimos os jornais e revistas e nos deparamos com matérias sobre enchentes, desmoronamentos, alagamentos, chuvas acima do normal, ou abaixo em alguns outros lugares, como no sul do Brasil.

Notícias deste tipo nesta época do ano viraram normais. Não mais nos surpreende, por exemplo, avenidas intransitáveis, árvores caídas, gente morrendo…

Aí eu lhe pergunto (e sei que você me entende): Está tudo normal? Sempre foi assim?

Claro que não! Vemos que o mundo está mudando e, infelizmente, não para melhor. Chuvas afetam cidades de Minas, São Paulo e Rio. Afetam também a Europa e a Austrália. As secas também nos afetam, no Rio Grande do Sul, como disse, e em outros países da Europa também, sul da Ásia segue o mesmo rumo. Isto tudo impacta na forma em que vivemos, na produção mundial de alimentos. Um levantamento recente de uma resseguradora britânica mostra que em 2010 estima-se terem gasto no mundo US$ 150 BIlhões apenas com desastres naturais.

Na Europa e EUA, além disto, ano a ano o número de voos cancelados por tempestades de neve cresce. Ano passado o nosso verão foi quente demais, este ano, está bem mais ameno, chuvoso…

Proponho então duas coisas, e eu vou começa-las abaixo, nos comentários:

  1. Reflita e encontre coisas que você via, encontrava, tinha, usava, sentia ao menos 10 anos atrás no local onde vive e que não mais as tem!
  2. Pergunte-se o que tem feito para ajudar a mudar isto na sua CASA, empresa onde trabalha e círculo de amigos.

Vamos tentar?





Ascender ou sobreviver?

20 10 2010

Tenho visto muitos textos agora na corrida do 2º turno com mil motivos para se votar em José Serra, e mil outros mais para se votar em Dilma Rousseff. Não, eu não vou te dar motivos para votar nem em um e nem em outro!

Minha reflexão aqui vai para algumas coisas mais básicas; na verdade vai para A mais básica delas e, para muitos, “brega”: A continuidade da vida.

Já fui (e ainda sou) criticado por amigos, familiares, colegas e até desconhecidos por levantar a bandeira da sustentabilidade, por dizer que não pretendo (até o presente momento e em um futuro indeterminado) ter um filho e por realmente acreditar que se não fizermos (todos nós, individualmente) algo AGORA! a coisa pode ficar ainda pior!

A Natalia Guerra que o diga o quanto este meu lado extremamente racional é complicado as vezes. Recentemente a Folha de S. Paulo divulgou uma matéria em seu caderno de ciência dizendo que o buraco da camada de ozônio em cima da Antártida parou de crescer e que, se tudo continuar como está, nos próximos 100 anos ele se fechará! Sabe-se que, nos cenários mais otimistas, a água potável vai deixar de existir em 50 a 70 anos. Já tiramos, hoje, da Terra, 30% mais recursos naturais do que ela tem a nos oferecer. Eu poderia dar MUITOS outros exemplos aqui, todos de cientistas e estudiosos extremamente competentes e renomados que dedicam as vidas à isto para mostrar que eu e você precisamos fazer algo já!

Aí volto à política, ali de cima! Acho lindo, maravilhoso e extremamente importante (sem nenhuma ironia, de verdade) que o governo Lula tenha ajudado 21 milhões de brasileiros a saírem da miséria, e ajudado outros 32 milhões em sua ascensão à classe média.

Nascemos e nos desenvolvemos ao longo de nossas vidas, buscamos melhorar, crescer, produzir, ascender, é um processo natural. O que não é natural é a maneira como fazermos isto: denegrindo, canibalizando e destruindo o mundo sem o qual não existiríamos! Não faz o menor sentido tirar as tábuas de sua casa de madeira, para queimar na lareira e se proteger do frio… E as paredes? Não são fundamentais para isto?

Vou bater na tecla de que precisamos mudar a nossa forma de vida MIL vezes, assim como o número de motivos para votar em um ou em outro candidato. Aqui no relações já falei sobre o que é sustentabilidade, a hipocrisia que criamos sobre o capitalismo sustentável, para onde mandar o seu lixo eletrônico e o exemplo prático do Butão em como priorizar seus investimentos. São todas histórias e exemplos para refletirmos e nos inspirarmos.

Tá, mas o que isto tem a ver com as propostas de governo e “Ascender ou sobreviver”?

Tem a ver que ascender é ótimo, mas precisamos ter limites! Como disse acima, hoje consumimos 30% a mais do que a Terra é capaz de repor, logo, se 100% dos habitantes do planeta consumirem de forma igual ao que eu e você consumimos hoje, a Terra vai pro beleléu. Junto com ela vou eu e você!

  • Culpar os governantes e julgá-los corruptos, incapazes, não resolve nada.
  • Pare de lamentar, vá lá e seja a mudança que você quer ver!
  • Vote racionalmente e não anule seu voto para protestar.
  • Mude seus hábitos de vida, procure se adaptar, com um pouquinho de sacrifício podemos mudar coisas bem significantes em nossas vidas.
  • Pare de achar que tudo isto aqui é papo de nerd e de eco-chatos. Perceba que estamos apenas  pensando na coletividade. Você faz isto também?

Precisamos repensar a nossa forma de viver, de se relacionar com as pessoas, de ganhar dinheiro, de produzir, consumir, descartar e interagir com os bens e com o planeta. Precisamos deixar de enxergar o mundo “político” e passar a ver o mundo FÍSICO. Aplique em sua vida os “3Rs” nesta ordem, REDUZIR o que consumimos, REUTILIZAR o que temos e RECICLAR o que não mais precisamos! Sou sim um entusiasta, mas realista! Acho que ainda podemos mudar a história, o tempo para isto era em 2000, agora virou obrigação!

Obrigado Marina Zarcos pela revisão 🙂





E o lixo eletrônico???

20 09 2010

Que reciclar é Fundamental todo mundo sabe, agora, mesmo sabendo, nem todo mundo faz! Seja pq na sua rua não exista coleta seletiva, seja pq vc mora em prédio e não existe lugar para isto… “n” coisas! Em sustentabilidade difunde-se os “3 Rs” na seguinte ordem: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Sim, nesta ordem específica pois não adianta simplesmente achar que reciclagem resolve o problema do mundo, temos que REDUZIR nosso consumo!

Quando se trata de lixo eletrônico ainda, vixi, aí a coisa vai pro buraco de vez! Reciclar TV, Máquina de lavar, rádio, PILHA! Ô coisa complicada! Pensando nisto resolvi usar o relações para difundir uma informação MUITO útil: locais que eu conheço e que reciclam lixo eletrônico. \o/

Para as pilhas o mais fácil que conheço é o papa-pilhas do Banco Santander (projeto nascido no finado Real), ou as lojas da TIM, que contam com o projeto do mesmo banco!

Para as demais coisas “eletro-eletrônicas”, ou tudo aquilo que você liga na tomada ou usa pilha, basicamente; a solução é dar uma destinação correta enviando para algum lugar que vai reaproveitar o que funciona e reciclar o que não presta!

Abaixo segue dois lugares que sei que fazem isto! Se você souber de mais algum lugar em SP ou em outra cidade, por favor deixe um comentário com as informações básicas de contato que eu vou adicionando aqui! Assim montamos uma base de dados legal sobre o assunto! 🙂

CEDIR – USP

O Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática, recebe material obsoleto, reaproveita o que é possível e o destina para entidades que precisam. O que não pode ser reaproveitado é encaminhado para reciclagem!

Como destinar?

Entrar em contato pelos telefones (11) 3091-6454 / 6455 / 6456 de segunda a sexta das 8h às 18h ou pelo e-mail consulta@usp.br ou cedir.cce@usp.br

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 71 TV3, Cidade Universitária, Butantã, SP – SP

Coopermit

A Coopermit é uma cooperativa de resíduos sólidos e E-lixo (lixo eletrônico). Seguem o mesmo processo do CEDIR, reaproveitando o que é possível reaproveitar e reciclando o que não é! Eles tem inclusive um museu de tecnologia e diversos outros serviços para empresas parceiras!

Como destinar?

É preciso acessar o site da Coopermit (aqui) e clicar no ícone para agendar a retirada do material (link direto aqui).

Endereço: R. Dr. Sérgio Meira, 268 – Barra Funda – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3666-0849 – e-mail contato@coopermiti.com.br

Descarte Certo

A Descarte Certo é uma empresa que dá destino sustentável ao material recolhido. Ela faz parcerias com diversas empresas para recolher os mais diversos materias.

Como destinar?

Atuam em São Paulo, e algumas cidades de MG, PR e RJ.

É preciso fazer um cadastro no site para poder solicitar a retirada do material!





A diferença está no que rege os investimentos!

15 09 2010

Em minha ultima viagem à Brasília li um artigo de Jeffrey D. Sachs, consultor especial para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ONU), publicado pelo jornal Valor Econômico em 26/08, que me fez refletir muito até conseguir escrever este post.

Chamado “Crescimento na economia budista” (clique para ler), o artigo relata a viagem que Sachs fez ao Butão (pequeno país da região do Himalaia – Ásia) e o que aprendeu sobre a forma de se investir e de se medir o desenvolvimento do país. O Butão (aprox. 700 mil habitantes) é tipicamente budista, dotado de uma geografia acidentada e de povo bastante pobre composto principalmente por agricultores e pastores. O mais interessante, e alvo desta reflexão, é o como o país mede o seu desenvolvimento, não pelo PIB (produto interno bruto) mas sim pelo GHN (Felicidade Interna Bruta). Isto mesmo, o Butão mede o seu crescimento e desenvolvimento por meio do índice de felicidade da população. Utopia? Para eles, não!

Sachs relata que o GHN é definido por muitos fatores, dentre eles, claro, a satisfação de necessidades básicas como educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento básico, etc, mas também é definido pela SUSTENTABILIDADE (veja aqui a definição) traduzido em como manter a sua tradicional cultura, igualdade da população, recursos naturais… Com isto o país vem se esforçando muito para poder ganhar dinheiro de forma sustentável e investi-lo de forma igualitária.

Para um país com infraestrutura limitada, e para o qual quase ninguém dá atenção, ao se conquistar o básico se desenvolve muito, o ganho é percebido rapidamente. Desta maneira para que o GHN cresça de forma homogênea, os investimentos e benfeitorias à população também devem ser.

Interessante a reflexão de que não se trata de uma utopia, mas sim de voltarmos no tempo e repensarmos as diretrizes básicas de felicidade. Claro que meu smartphone, meu iPod e notebook me trouxeram felicidade, mas isto pq já vivo em uma sociedade onde tenho as questões básicas citadas acima. Desta forma, como meu padrão de felicidade mudou (e meu padrão não Brasil, mas sim PEDRO pois em nosso país temos realidades piores que as do Butão) dou muito mais valor aos bens materiais individuais do que ao coletivo, à cultura (você não?)! Sachs diz ainda:

“(…) a atitude hiperconsumista à moda dos americanos pode desestabilizar as relações sociais e provocar agressividade, solidão, cobiça e excesso de trabalho à beira da exaustão. O que talvez seja menos reconhecido é como essas tendências se aceleraram nos próprios Estados Unidos nas décadas recentes. Isso pode ser resultado, entre outras coisas, da crescente e implacável investida das relações públicas e publicitárias. A questão de como conduzir uma economia para que produza felicidade sustentável – combinando bem-estar material com saúde humana, conservação ambiental e resistência psicológica e cultural – é a que deve ser abordada em todos os lugares.”

O artigo merece ser lido e relido algumas vezes… pensado…. refletido! Não quero nem 8 e nem 80, mas com ele podemos fazer algumas analogias com nosso cotidiano e mudar algumas formas de agir e pensar. Indo além, quem sabe você, na sua atual posição não consegue canalizar investimentos para que possamos realmente desenvolver o país de forma igualitária, topa abrir mão de algumas mordomias?








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