Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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Até quando negaremos os fatos?

7 01 2011

Eu não preciso apresentar neste post nenhuma matéria, nenhuma referência nada. Na verdade, este não é o propósito. A ideia aqui é que você, leitor, diante das noticias que leu ou ouviu nos últimos dias, reflita e analise sobre o que vem a seguir.

No Reveillon de 2009/2010 já passamos por isto, este ano (2010/2011) novamente. Ligamos a TV, o Rádio ou abrimos os jornais e revistas e nos deparamos com matérias sobre enchentes, desmoronamentos, alagamentos, chuvas acima do normal, ou abaixo em alguns outros lugares, como no sul do Brasil.

Notícias deste tipo nesta época do ano viraram normais. Não mais nos surpreende, por exemplo, avenidas intransitáveis, árvores caídas, gente morrendo…

Aí eu lhe pergunto (e sei que você me entende): Está tudo normal? Sempre foi assim?

Claro que não! Vemos que o mundo está mudando e, infelizmente, não para melhor. Chuvas afetam cidades de Minas, São Paulo e Rio. Afetam também a Europa e a Austrália. As secas também nos afetam, no Rio Grande do Sul, como disse, e em outros países da Europa também, sul da Ásia segue o mesmo rumo. Isto tudo impacta na forma em que vivemos, na produção mundial de alimentos. Um levantamento recente de uma resseguradora britânica mostra que em 2010 estima-se terem gasto no mundo US$ 150 BIlhões apenas com desastres naturais.

Na Europa e EUA, além disto, ano a ano o número de voos cancelados por tempestades de neve cresce. Ano passado o nosso verão foi quente demais, este ano, está bem mais ameno, chuvoso…

Proponho então duas coisas, e eu vou começa-las abaixo, nos comentários:

  1. Reflita e encontre coisas que você via, encontrava, tinha, usava, sentia ao menos 10 anos atrás no local onde vive e que não mais as tem!
  2. Pergunte-se o que tem feito para ajudar a mudar isto na sua CASA, empresa onde trabalha e círculo de amigos.

Vamos tentar?





O “fazer acontecer” do Chile, e o que temos para aprender

14 10 2010

“CHI CHI CHI, LE LE LE; Los Mineros de Chile” gritam os envolvidos no resgate dos 33 mineiros que ficaram 70 dias confinados, toda vez que a cápsula Fenix 2 ressurge do centro da Terra.

Que o Chile conduziu uma das mais dramáticas operações de resgate dos últimos anos de maneira exemplar, calculada, com calma e que obteve sucesso absoluto nela, ninguém duvida. Com calma, passaram dias buscando os sobreviventes, estruturaram planos e rotina para os mineiros, mantiveram os laços de família e sociedade bem apertados, trocaram informações, estudaram a qualidade de vida e saúde de cada um, mapearam riscos e definiram estratégias para o resgate.

Transformaram um problema onde poderiam apontar muitos culpados, em um acontecimento que culminou em união nacional. Deixaram as diferenças de lado e colocaram o Ser Humano em primeiro lugar. Dedicaram tempo e dinheiro (estima-se US$ 22 milhões) em uma operação arriscada e inédita no mundo para salvar 33 vidas de operários desconhecido, mas que tem importância fundamental no desenvolvimento e construção do país. É o que esta classe simboliza.

Não podemos esquecer que pouquíssimo tempo atrás o Chile passou também por um grande terremoto e ainda se recupera do mesmo. Este novo acontecimento, claro, foi explorado pelo Governo para motivar seu povo, mostrar que o país é capaz de vencer grandes obstáculos quando permanece unido, quando juntos seguem em prol de um objetivo.

Esta operação tem muito a nos ensinar. Traz lições que devemos estudar, refletir e aplicar, se julgarmos coerente, em diversas fases de nossas vidas pessoais e profissionais. As principais que tiro dela são: Juntos, trabalhando com a filosofia do “agregar” todos podemos mais; Paciência e planejamento são fundamentais para o sucesso. Não se pode correr ou afobar em momentos de crise, precisamos ir com calma, mas sempre; Lideranças (naturais ou definidas) são fundamentais; Pessoas tem o poder de motivar pessoas, e motivação é algo que faz todo mundo ir mais longe.

O grito de guerra que abriu este post, não era apenas uma comemoração de mais uma etapa concluída, é um grito de união, solidariedade, força, incentivo para os que chegam à superfície, para os que partem para a mina para auxiliar no resgate, e para os que aguardam, ansiosamente, o resgate dos demais. O Presidente Sebastián Piñera (líder definido) e o mineiro Luis Urzúa Iribarren (líder nato) tiveram papeis fundamentais para o sucesso do resgate. Cada qual manteve suas equipes unidas e concentradas, trabalhando para atingir o objetivo comum.

Muitas lições podemos tirar desta experiência. De liderança à paciência, passando por muitos sentimentos e competências. Nesta operação, assim como neste post, razão e emoção, pessoal e profissional se misturam, é assim em tudo na vida. Precisamos apenas dosar cada uma delas em cada situação, mas sempre tento em vista que, uma pitada a mais de uma ou de outra, pode fazer toda a diferença para o sucesso.





A diferença está no que rege os investimentos!

15 09 2010

Em minha ultima viagem à Brasília li um artigo de Jeffrey D. Sachs, consultor especial para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ONU), publicado pelo jornal Valor Econômico em 26/08, que me fez refletir muito até conseguir escrever este post.

Chamado “Crescimento na economia budista” (clique para ler), o artigo relata a viagem que Sachs fez ao Butão (pequeno país da região do Himalaia – Ásia) e o que aprendeu sobre a forma de se investir e de se medir o desenvolvimento do país. O Butão (aprox. 700 mil habitantes) é tipicamente budista, dotado de uma geografia acidentada e de povo bastante pobre composto principalmente por agricultores e pastores. O mais interessante, e alvo desta reflexão, é o como o país mede o seu desenvolvimento, não pelo PIB (produto interno bruto) mas sim pelo GHN (Felicidade Interna Bruta). Isto mesmo, o Butão mede o seu crescimento e desenvolvimento por meio do índice de felicidade da população. Utopia? Para eles, não!

Sachs relata que o GHN é definido por muitos fatores, dentre eles, claro, a satisfação de necessidades básicas como educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento básico, etc, mas também é definido pela SUSTENTABILIDADE (veja aqui a definição) traduzido em como manter a sua tradicional cultura, igualdade da população, recursos naturais… Com isto o país vem se esforçando muito para poder ganhar dinheiro de forma sustentável e investi-lo de forma igualitária.

Para um país com infraestrutura limitada, e para o qual quase ninguém dá atenção, ao se conquistar o básico se desenvolve muito, o ganho é percebido rapidamente. Desta maneira para que o GHN cresça de forma homogênea, os investimentos e benfeitorias à população também devem ser.

Interessante a reflexão de que não se trata de uma utopia, mas sim de voltarmos no tempo e repensarmos as diretrizes básicas de felicidade. Claro que meu smartphone, meu iPod e notebook me trouxeram felicidade, mas isto pq já vivo em uma sociedade onde tenho as questões básicas citadas acima. Desta forma, como meu padrão de felicidade mudou (e meu padrão não Brasil, mas sim PEDRO pois em nosso país temos realidades piores que as do Butão) dou muito mais valor aos bens materiais individuais do que ao coletivo, à cultura (você não?)! Sachs diz ainda:

“(…) a atitude hiperconsumista à moda dos americanos pode desestabilizar as relações sociais e provocar agressividade, solidão, cobiça e excesso de trabalho à beira da exaustão. O que talvez seja menos reconhecido é como essas tendências se aceleraram nos próprios Estados Unidos nas décadas recentes. Isso pode ser resultado, entre outras coisas, da crescente e implacável investida das relações públicas e publicitárias. A questão de como conduzir uma economia para que produza felicidade sustentável – combinando bem-estar material com saúde humana, conservação ambiental e resistência psicológica e cultural – é a que deve ser abordada em todos os lugares.”

O artigo merece ser lido e relido algumas vezes… pensado…. refletido! Não quero nem 8 e nem 80, mas com ele podemos fazer algumas analogias com nosso cotidiano e mudar algumas formas de agir e pensar. Indo além, quem sabe você, na sua atual posição não consegue canalizar investimentos para que possamos realmente desenvolver o país de forma igualitária, topa abrir mão de algumas mordomias?





“Diferente não é errado, é só diferente!!”

10 08 2010

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Entre julho de 2003 e agosto de 2004 fiz um Intercâmbio Cultural pelo Rotary Internacional nos Estados Unidos. Lá concluí o Ensino Médio na Honeoye Falls – Lima High School, conforme conto no meu perfil. Quem já fez intercâmbio (mesmo os que duram poucas semanas) entendem quando falamos que este foi o melhor ano de nossas vidas. Ao voltar ingressei no Rotex São Paulo, um grupo de ex-intercambista do Rotary que desenvolve atividades voluntárias. Neste grupo, o “melhor ano de nossas vidas” é uma constante, todos falam com brilhos nos olhos sobre a experiência e acabam engajando mais e mais jovens.

Claro que aprende-se MUITO em um intercâmbio, aprende-se uma nova língua, novos costumes, uma nova maneira de viver em sociedade. No meu caso, aprendi sobre novas religiões ao morar em três famílias diferentes, a primeira de Judeus, a segunda de Católicos e a terceira de Protestantes. Aprende-se a viver sozinho, a ter responsabilidade, assumir compromissos, erros, falar por si e se fazer ser entendido/acreditado/respeitado! Acredito porém que o ensinamento que mais me modificou e ajudou na construção do meu “ser” é o título deste post: “Diferente não é errado, é só diferente!“!

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Este post, longe de mim, não busca te fazer acreditar em meus ideais, adotar a minha forma de ver o mundo, aceitar a minha maneira de viver. Busco aqui te fazer refletir, deitar na cama hoje à noite e pensar; imaginar, relembrar e “SE” provocar sobre a maneira que você encara o mundo!

Morei nos EUA, sim, aquele país é maravilhoso. Lá não existe, diferentemente do que defende a Opinião Pública, um bando de radicais bitolados querendo dominar o mundo! Existem muitas pessoas de bem, que acreditam em uma vida melhor, apostam na coletividade e na inovação. Claro, como em qualquer lugar, existem também aqueles que acreditam que o planeta precisa ser da forma que entendem ser a correta, aí vemos algumas ações iniciadas por governos passados e que ainda hoje estão em curso.

Indo à outra ponta temos o Oriente Médio e países vizinhos, onde se condenampessoas ao apedrejamento, onde mulheres são submissas e “vivem em burcas”. Seguindo mais adiante temos a Índia e China, países ditos “de terceiro mundo” (assim como o nosso) mas tão diferentes entre si. Países estes onde a dita pobreza (segundo os nossos padrões), assolam a maior parte da população. Países que tem pouquíssimo saneamento básico, mas em que a riqueza cultural, a defesa dos costumes, os ritos e rituais são belíssimos e conservados há milênios.

Tive a oportunidade de visitar os Emirados Árabes Unidos (Dubai) e o Egito (Cairo, cidades históricas ao longo no Nilo, Santa Catalina [para subir o Monte Sinai] e Sharm El-Sheik [mergulhar no mar vermelho]). Lá encontrei povos diferentes dentro do mesmo país, assim como são os gaúchos, mineiros, paulistas e baianos. Tenha a curiosidade de perguntar se as mulheres de lá, que “vivem em burcas”, cada qual de acordo com os costumes de sua família (desde burca completa até apenas lenço na cabeça, ou nem isto), se são infelizes e verás a resposta! Não podemos aqui, em função de uma visão de mundo que temos, condenar determinados costumes e taxá-los de errados. Podemos não concordar com eles; mas temos que entender que são DIFERENTES e, em hipótese alguma, julgar e condená-los sem entender “o todo”!

Precisamos aprender, entender e aceitar que pessoas são diferentes. Temos heterossexuais, homossexuais e trans-sexuais. Temos vegetarianos, vegans… Judeus, Católicos, Protestantes, Crentes e por aí vai. Assim como existem os Rockeiros, Techneiros, Funkeiros, Pagodeiros e outros!

Não nos cabe julgar e condenar as pessoas ou povos pelo que pensam ou fazem baseado em nossa forma de vida. Nascemos diferentes, e vivemos diferente. Uns acreditam que viver sem tecnologia é viver melhor, é cuidar do mundo, outros não se importam em desperdiçar água e consumir muita energia elétrica e lixo eletrônico.

Cabe a todos nós sermos mais pacientes, respeitosos e tolerantes. Como diria John Scatman “How can someone win, if winning means that someone loses?”. Se acreditamos que eles são radicais, o que somos ao querer impor o nosso “way of life” a eles?

Para ver fotos das viagens, visite meu picasa!





“CALA BOCA GALVAO” por Galvão

16 06 2010

E o Galvão Bueno finalmente se pronunciou “Globalmente” sobre o CALA BOCA GALVAO, previamente apresentado no post abaixo.

Quero aqui propor aos comunicólogos uma reflexão sobre como ele, pessoa, lidou com esta “campanha”. Claro que o assunto começou como um protesto da sociedade aos comentários do narrador esportivo de maior expressão, hoje, no país. Mas a coisa foi tomando outros rumos, como bem apresentou a @nubia_tavares em um comentário aqui no blog.

Abaixo reproduzo alguns twits que selecionei, feitos pelo Galvão Bueno em seu Twitter (clique na imagem para ampliar).

No próprio dia 10, data da abertura da Copa, e dia em que os comentários começaram a surgir no Twitter, suas primeiras 3 mensagens foram com um tom de “Minha narração tem emoção, e como eu faço para, PELO AMOR DE DEUS, vocês me aceitarem e pararem de me criticar”.

As duas mensagens seguintes, feitas após um intervalo de 16 e 25 minutos respectivamente, já vêm com outro tom, o de “aceitar a brincadeira”, busca enxergar o seu lado bom e levá-la na esportiva. ESPECULAÇÃO – Teria neste intervalo o Galvão falado com alguém para saber o que fazer? Pode ser!

A sequência de twits relacionados ao CALA BOCA GALVAO são todos levando o “protesto” na esportiva e brincadeira.

Ontem a noite ele deu uma entrevista ao Tiago Leifer sobre o assunto, e encarar o movimento como uma piada feita entre brasileiros e estrangeiros. Claro, não podia se esperar que ele assumisse em rede nacional, e na emissora em que trabalha, que está sendo criticado mas aceita a brincadeira.

Acho que este assunto tem que ser encarado separado em duas frentes: A piada com os “gringos” e o protesto ao Galvão! E você o que acha das estratégias dele e da campanha?








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