#ARPO e a nova forma de se relacionar com a Imprensa

31 01 2011

O Ajude um Repórter (#arpo para os íntimos) é um sistema, se é que podemos assim chamar, para facilitar a interação entre jornalistas e fontes. Funciona de forma fácil, basicamente por meio do Twitter, onde você, jornalista, envia o pedido de fonte pelo site do Ajude um Repórter ou pelo @ajudeumreporter e este pedido é publicado pela conta deles para mais de 10.300 pessoas.

Em recente pesquisa com 500 destes seguidores, Gustavo Carneiro, criador do site, descobriu que 19% dos que solicitaram fontes as encontraram por meio do #arpo. Diferente do que muitos pensam, Gustavo é formado em Relações Públicas e criou o site, que pode se tornar uma rede social de nicho para comunicadores, após muito observar ferramentas e sistemas do exterior voltadas para o relacionamento com a imprensa. O #arpo nasceu em 5/3/2010, “numa noite de sexta-feira”, como diz. Seu crescimento foi constante nestes dez meses de existência, o que o levou aos 10.000 seguidores e a ser usado por diversos veículos da grande imprensa.

#arpo

Em função deste crescimento e da vontade de transformar o Ajude um Repórter em uma ferramenta muito mais completa, Carneiro resolveu lançar uma campanha de crowdfunding pelo Catarse. Seu objetivo é arrecadar R$ 15.000,00 em doações para criar um sistema completo que facilitará a divulgação dos pedidos e o encontro das fontes. Se cada seguidor do perfil doar R$1,50 o valor é facilmente atingido! Eu já doei R$50,00, pra garantir o meu Moleskine personalizado 🙂 e você, vai ajudar? ! Abaixo você vê o vídeo da campanha além de trechos da entrevista concedida por e-mail:

relações: Como e pq surgiu o arpo? Qual foi a sua inspiração?

Gustavo Carneiro: Quantas vezes você já ouviu que a web social deve ser gerida por Relações Públicas? Sem ter que entrar em discussões mais acaloradas, se você observar países em que essa área é mais desenvolvida, verá que a maioria dos RPs de lá estão ajudando a liderar mudanças de percepção muito importantes.

Minha formação é em RP mesmo, mas já havia passado por um curso técnico em eletrônica e quase fui parar em engenharia, até me apaixonar pela comunicação, sempre vidrado em tecnologia e internet.

Em 2009, eu estava na Inglaterra e, quando decidi voltar ao Brasil, comecei a observar onde eu poderia me encaixar depois que retornasse. Redes sociais eram a bola da vez e acabei me deparando com algumas iniciativas de crowdsourcing jornalístico que nasceram nos EUA. O que mais chamou a atenção era que todas foram criadas por RPs que queriam melhorar o relacionamento com a imprensa.

Se eu queria uma oportunidade de empreender comunicação com tecnologia, havia achado um modelo bem interessante. Quando eu finalmente voltei ao Brasil, já pensava em construir uma plataforma com serviços diferenciados, e para testar o conceito passei a prestar o serviço pelo Twitter.

relações: Como o #arpo funciona hoje?

Gustavo Carneiro: O modelo é completamente baseado no Twitter. Basicamente, canalizamos os pedidos da imprensa e facilitamos o contato do repórter com a fonte. Devido a limitações do próprio Twitter, muitas funções que seriam interessantes ainda não são possíveis, e é isso que quero mudar com a nova plataforma.

Hoje, apenas eu opero o serviço. Fico conectado a maior parte do dia para poder dar conta da demanda, que tem crescido bastante nesses 10 meses. Durante um tempo em que precisei me dividir com outras obrigações profissionais, tive duas outra RPs me ajudando com as postagens.

O processo é bem simples. O repórter, blogueiro ou pesquisador entra em contato comigo enviando um simples ‘reply’ ao @ajudeumreporter ou acrescentando a hashtag #arpo na mensagem em que descreve o perfil de fonte ou personagem que procura. Também é possível se comunicar por DM ou, caso não utilize o Twitter, preencher o formulário no site (www.ajudeumreporter.com.br).

Depois que o pedido é publicado, é hora da comunidade agir. Aqui entra toda a graça do crowdsourcing, que é a mobilização da comunidade que nos segue para tentar resolver cada ‘problema’ apresentado. No caso, o problema é encontrar as pessoas que o repórter precisa.

relações: Este novo objetivo do arpo pode ser entendido como um movimento para se criar uma rede social de segmento voltada à Jornalistas, Relações Públicas etc?

Gustavo Carneiro: É possível pensar nisso como uma rede social de nicho, sim. Tecnicamente, é isso mesmo. Porém, a pretensão é dar voz a mais gente, facilitando o contato de outros profissionais e empreendedores com a mídia em geral. Gente que não tem exatamente o conhecimento ou a possibilidade financeira de pagar uma assessoria agora, mas tem muito conteúdo para compartilhar.

Trazer essas pessoas para o contato com a mídia também pode garantir a oferta de conteúdos mais diversos e ricos aos jornalistas. Acredito que cada pessoa viva é especialista em alguma coisa, nos mais variados sentidos, e isso eleva as nossas possibilidades além dos caminhos convencionais.

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blogrelacoes.com.br

27 01 2011

O relações está mudando, de novo. Já foram algumas nestes 7 meses de vida. Desde 9 de junho de 2010 colecionamos mais de 11.900 visitantes no blog, 91 Fãs no Facebook e 4 colaboradoras diferentes. Acrescentamos os dois botões do Facebook, um pra curtir o post e outro pra compartilhá-lo e tivemos também muitas histórias, debates e aprendizado.

Faz algum tempo que algumas pessoas (@belle_rp que o diga) me perguntavam pq do relações não ter um domínio próprio, chiquetoso, “.com” :-). Eu sempre respondia que o relações nasceu assim, meio sem querer, para juntar um monte de idéias, provocações, reflexões. Quem veio aqui escrever, veio pq quis, não chamei ninguem, assim como também não cobrei os textos que mandaram (só depois que elas prometiam fazer). O relações é assim, sem descontraido, mas sério.

header_facebook_lapis_borracha Mas o tempo vai, as coisas mudam e um dia o @mauricio_ao vem e me diz que ganhou um registro .com.br na Campus Party… resolveu me dar. Gomo cavalo dado não se olha os dentes, lá fui eu registrar um dominio. Depois de ver que os que queria não existiam, e que o “relacoes.com” vale € 1.500, resolvi assumir que o negócio aqui é ser BLOG! e registrei o www.blogrelacoes.com.br \o/. Este passa a ser então o nosso novo canal. Para chegar aqui é por este endereço! Quer mandar e-mail? contato@blogrelacoes.com.br, falar com o editor? pedro@blogrelacoes.com.br, falar com o CEO?? calma, um dia a gente chega lá :-P…

De certo que quando o blog fizesse um ano eu ia preparar algo novo, diferente, mas a primeira mudança veio antes do tempo. Daqui pra frente vamos continuar com as postagens, as duas colaboradoras mais ativas, a @lii_santos e a @bru_maturana, disseram que vão voltar a postar, mas só depois que prometi e-mails @blogrelacoes.com.br pra elas; vamos continuar provocando, mudando o foco, tentando olhar pra fora da caixinha. De você? que continue participando, comentando, curtindo, divulgando e AGREGANDO, só assim vamos construir conhecimento juntos!

ATENÇÃO: se você assinava nosso RSS por favor passe a usar o http://feeds.feedburner.com/Relacoes

Pedro Prochno





Jornalista tem limite?

26 01 2011

Sou comunicador, a grande maioria de vocês, leitores, também. Logo, falar sobre responsabilidade em nossas profissões é algo muito complicado. Complicado pois as pessoas tem diferentes entendimentos sobre o que é responsabilidade, assim como a ética… Temos porém algumas linhas centrais para nos nortear, ainda bem!

O segundo post deste blog, antes mesmo dele ser “oficialmente” lançado, recebeu o nome de “…a liberdade de imprensa e a ética jornalística!“. Lá abordei este paralelo e trouxe ainda algumas indagações sobre o código de ética do jornalismo. Vejo agora, momento muito adequado para retomar o debate.

Quase todos os dias me revolto com algumas matérias redigidas pelos coleguinhas. A falta de responsabilidade é imensa, não se trata de jornalismo e sim de sensacionalismo. Infelizmente. Não estou aqui defendendo ou tentando acreditar que existe veículo 100% isento, 100% imparcial, apenas acho que a RESPONSABILIDADE do jornalista deve aumentar.

Em tempo de discussões sobre a regulamentação da imprensa e desastres no Rio de Janeiro vejo material vasto para mais algumas provocações. Se você ainda não leu, recomendo fortemente que veja o Código de Ética dos Jornalistas, que é bem breve, para continuarmos a discussão.

Pois bem, se atentarem para os Art. 2º (I e II), Art. 4º, Art. 6º (VIII) e Art. 12º (I) verão alguns pontos defendidos que são constantemente descumpridos. De novo, não quero o mundo perfeito, mas entendo ser fundamental o respeito e, principalmente, responsabilidade (sim de novo).

Semana passada no caminho para o trabalho escutei a coluna de Carlos Chagas na rádio Jovem Pan e entrei em deleite ao perceber que não era somente eu o descontente com a atual conjuntura de nossa imprensa. Abaixo disponibilizo a íntegra do áudio para verem do que se trata. Caso não consiga ouvir, clique aqui.

http://www.hark.com/clips/kfjdfmzmjb-carlos-chagas-radio-jovem-pan-21-dot-01-dot-11/download

Se quisermos podemos ir muito além do que simplesmente o respeito defendido pelo Chagas e pelo Art. 6º (VIII) do Código de Ética. Jornalistas vem criticando fortemente e pegando no pé dos governos e governantes para que não passem a controlar a mídia ou para que não criem os “conselhos” que tanto se falam.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a imprensa também é livre, assim como aqui, entretanto um jornalista que escreve absurdos, acusa pessoas sem prova ou até as condena antes mesmo da Justiça o fazer (se é que vai fazer) é processado e responde civil e criminalmente por abusos cometidos. As penalidades são altíssimas o que acaba gerando mais responsabilidade por parte deles ao escrever.

A Suzana Singer (Ombudsman da Folha) escreveu em outubro passado, em sua coluna, o texto “O dia em que o Dr. André errou“,  sobre o abuso de seu jornal ao condenar uma pessoa que veio a ser comprovada sua inocência posteriormente. Escreveu ainda que aquele homem “ganhou uma nódoa para sempre em seu currículo”, o que pode ser até pior do que a condenação pela justiça.

Acredito, colegas comunicadores, que precisamos cobrar mais responsabilidade um dos outros e, principalmente dos jornalistas, que tem tamanho poder de disseminação de informações e formação de opinião. Respeito e responsabilidade são fundamentais, não somos apenas fontes ou leitores, somos todos seres humanos!






Seu engajamento é apenas virtual?

12 01 2011

Ano passado tivemos mais um capítulo de violência no Rio de Janeiro (assim como já tivemos em São Paulo e em outras cidades do nordeste, muito menos abordados) onde facções criminosas aterrorizaram cidadãos e afrontaram o poder público. Diante disto as autoridades começaram a orquestrar uma grande resposta ao ocorrido, o que recebeu muito apoio da opinião pública.

Junto com a “comoção” que tomou conta da sociedade começaram a pipocar exemplos de “engajamento” para você “pedir paz ao Rio”, “ajudar a construir uma cidade melhor”, “não se solidarizar com a impunidade”, e por aí vai. Muitas destas campanhas sugeriam a adoção de twibbons nos avatares do Twitter, declarações via Facebook e Orkut, correntes por e-mail…… Mas o que de CONCRETO tudo isto gera?

A internet nos trouxe diversas vantagens: a possibilidade de rapidamente atingirmos uma parcela grande de pessoas, chamar a atenção delas para causas e problemas, pedir seu engajamento. Lindo, mas e se todos ficarem apenas no “compartilhar”, no “contar a sua história”? E se ninguém efetivamente levantar “…” da frente do computador e partir para a ação? De que adianta toda esta movimentação virtual?

Percebo que as ações na web engajam muitas pessoas mas o que se vê ao tentar transferir o virtual para o real é uma queda brusca deste engajamento. Salvo exceções, poucas ações conseguem mobilizar presencialmente pessoas em determinado trabalho.

Para balancear esta conversa fui consultar o @interney sobre o assunto e, em algumas trocas de e-mail ele me acordou para algumas coisas que eu ainda não tinha levado em consideração:

  1. Com a internet nós temos muito mais formas de mensurar a população atingida pela campanha versus aquelas que se “sensibilizaram” com tal, ou seja, curtiram a página, adicionaram twibbon na foto, etc…
  2. Nem sempre uma causa precisa efetivamente ser levada para o mundo real. As vezes apenas o engajamento virtual é o que se espera da audiência, e ter esta expectativa muito bem definida é algo fundamental na hora de se planejar uma ação.

Bingo! E o que esperamos das ações?

Costumo dizer aos meus amigos do mundo de Rotary, principalmente os associados do Rotaract Aliança Lapa, que não vamos conseguir salvar o mundo sozinhos. Precisamos de calma, ir aos poucos, abordando um problema de cada vez, mas trabalhando de forma eficiente e eficaz para solucioná-los. Temos que ir até o fim em uma causa, focar em um assunto, só assim conseguiremos provocar mudanças significativas.

Esta é minha forma de ver as coisas. Eu acho que o engajamento virtual é válido e necessário mas sem o engajamento PRESENCIAL, trabalhando em prol de causas que precisam ser mudadas (educação, saúde, segurança, etc) não vamos conseguir mudar muita coisa. Minha forma de batalhar por algo é tomar partido e trabalhar em prol dela, não apenas demonstrar minha insatisfação/indignação. Esta é minha expectativa.

Aí o @interney terminou nossa troca de e-mails com maestria: “Não tem problema nenhum na internet, o problema é do ser humano!”.





Como criamos as nossas “listas”?

10 01 2011

Este post é uma reflexão feita em um momento de “calor”, de indignação e de infelicidade com algumas coisas que tenho observado na web. Tornou-se comum a criação de listas de “melhores disto”, “maiores daquilo”, recomendações daqui e dali! Eu mesmo já entrei em uma delas, a lista dos #10RPsBR2010 idealizada pelo O Cappuccino.

Minha critica aqui não é direcionada as listas, acho que elas são válidas e fundamentais para termos “foco” em uma era onde temos bilhares de informações rondando a nossa volta. Onde conteúdo não é um problema, a dificuldade agora é absorver e “processar” tudo isto, ou seja, como usar todo este conteúdo ao qual temos acesso. Uma matéria da revista “continuum” do Itaú Cultural (veja aqui na pág 60.) aborda justamente a frenesi que as listas causam nas pessoas, seja para fazê-las, seja para levá-las em consideração.

Como disse, as listas são fundamentais, o grande problema é a imparcialidade de quem as faz! Reclamamos e zelamos pela liberdade de imprensa, queremos poder falar sobre o que bem entendermos. Queremos falar de política e políticos em nossos blogs, e tudo isto é legítimo, agora, estamos fazendo isto de forma ÉTICA e IMPARCIAL?

A criação de uma lista, segundo a própria matéria da “continuum” tem uma grande parcela de emocionalidade, de vivência e “gosto” do criador da lista. Vejo porém, muitas delas, ou das indicações para que as pessoas componham as listas (indicação popular), sendo criadas e “povoadas” visando única e exclusivamente a promoção do “criador” da lista. Eu vou lá, junto meia dúzia de gato pingado que quero me aproximar e BUM! a mágica está feita.

Acompanho muitos perfis no Twitter e tenho um Google Reader cujo marcador não sai do +1000. Leio menos do que o que gostaria para me manter informado sobre o mundo da comunicação e das Relações Públicas. Porém, fico extremamente chateado quando me deparo com listas que trazem perfis e blogs cujo cunho é fazer propagandas de cursos, repassar informações dos outros ou, ainda pior, fazer campanha em causa própria, se elencar na própria lista, o velho “Eu faço”, “Eu aconteço”, “Eu sou o máximo”.

Nós, comunicadores, criticamos duramente empresas que tem blogs com este cunho, se autopromover. Criticamos também aquelas empresas que vem para as redes sociais apenas para fazer promoções, ganhar “ouvintes” e repassar suas mensagens. Diante disto, como podemos criar estas listinhas indicando pessoas e blogs que fazem exatamente isto?

Temos casos em que a pessoa é ótima usuária do Twitter, seu blog, porém, está um pouco empoeirado, não traz conhecimento novo, apenas circula algumas informações. Em outros casos a situação é inversa. De qualquer forma, acho que nos falta mais critério ao montar estas listas. Nos falta conhecer um pouco mais sobre veículos e autores além de colocar a nossa ética e isenção para fazer parte da seleção.





Até quando negaremos os fatos?

7 01 2011

Eu não preciso apresentar neste post nenhuma matéria, nenhuma referência nada. Na verdade, este não é o propósito. A ideia aqui é que você, leitor, diante das noticias que leu ou ouviu nos últimos dias, reflita e analise sobre o que vem a seguir.

No Reveillon de 2009/2010 já passamos por isto, este ano (2010/2011) novamente. Ligamos a TV, o Rádio ou abrimos os jornais e revistas e nos deparamos com matérias sobre enchentes, desmoronamentos, alagamentos, chuvas acima do normal, ou abaixo em alguns outros lugares, como no sul do Brasil.

Notícias deste tipo nesta época do ano viraram normais. Não mais nos surpreende, por exemplo, avenidas intransitáveis, árvores caídas, gente morrendo…

Aí eu lhe pergunto (e sei que você me entende): Está tudo normal? Sempre foi assim?

Claro que não! Vemos que o mundo está mudando e, infelizmente, não para melhor. Chuvas afetam cidades de Minas, São Paulo e Rio. Afetam também a Europa e a Austrália. As secas também nos afetam, no Rio Grande do Sul, como disse, e em outros países da Europa também, sul da Ásia segue o mesmo rumo. Isto tudo impacta na forma em que vivemos, na produção mundial de alimentos. Um levantamento recente de uma resseguradora britânica mostra que em 2010 estima-se terem gasto no mundo US$ 150 BIlhões apenas com desastres naturais.

Na Europa e EUA, além disto, ano a ano o número de voos cancelados por tempestades de neve cresce. Ano passado o nosso verão foi quente demais, este ano, está bem mais ameno, chuvoso…

Proponho então duas coisas, e eu vou começa-las abaixo, nos comentários:

  1. Reflita e encontre coisas que você via, encontrava, tinha, usava, sentia ao menos 10 anos atrás no local onde vive e que não mais as tem!
  2. Pergunte-se o que tem feito para ajudar a mudar isto na sua CASA, empresa onde trabalha e círculo de amigos.

Vamos tentar?








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