Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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O ex #1 do Google, seus planos e a comunicação

26 02 2011

Eric Schmidt é um executivo de sucesso no mundo das empresas de Tecnologia. Ao longo de sua carreira ocupou posições estratégicas na Novell, Sun Microsystems (hoje Oracle), Apple e, recentemente, Google. Foi ainda conselheiro informal da campanha de Barack Obama à presidência e integra o Conselho de Ciência e Tecnologia do presidente eleito. Ingressou no Google em 2001, como presidente, e sua principal atribuição, mesmo não explícita, era ajudar seus fundadores, Larry Page e Sergey Brin a crescer e se desenvolver para assumir as rédeas do negócio! Isto aconteceu e foi anunciado no último dia 20 de janeiro, conforme o tweet abaixo: “a supervisão de um adulto, dia a dia, não é mais necessária”.

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#ARPO e a nova forma de se relacionar com a Imprensa

31 01 2011

O Ajude um Repórter (#arpo para os íntimos) é um sistema, se é que podemos assim chamar, para facilitar a interação entre jornalistas e fontes. Funciona de forma fácil, basicamente por meio do Twitter, onde você, jornalista, envia o pedido de fonte pelo site do Ajude um Repórter ou pelo @ajudeumreporter e este pedido é publicado pela conta deles para mais de 10.300 pessoas.

Em recente pesquisa com 500 destes seguidores, Gustavo Carneiro, criador do site, descobriu que 19% dos que solicitaram fontes as encontraram por meio do #arpo. Diferente do que muitos pensam, Gustavo é formado em Relações Públicas e criou o site, que pode se tornar uma rede social de nicho para comunicadores, após muito observar ferramentas e sistemas do exterior voltadas para o relacionamento com a imprensa. O #arpo nasceu em 5/3/2010, “numa noite de sexta-feira”, como diz. Seu crescimento foi constante nestes dez meses de existência, o que o levou aos 10.000 seguidores e a ser usado por diversos veículos da grande imprensa.

#arpo

Em função deste crescimento e da vontade de transformar o Ajude um Repórter em uma ferramenta muito mais completa, Carneiro resolveu lançar uma campanha de crowdfunding pelo Catarse. Seu objetivo é arrecadar R$ 15.000,00 em doações para criar um sistema completo que facilitará a divulgação dos pedidos e o encontro das fontes. Se cada seguidor do perfil doar R$1,50 o valor é facilmente atingido! Eu já doei R$50,00, pra garantir o meu Moleskine personalizado 🙂 e você, vai ajudar? ! Abaixo você vê o vídeo da campanha além de trechos da entrevista concedida por e-mail:

relações: Como e pq surgiu o arpo? Qual foi a sua inspiração?

Gustavo Carneiro: Quantas vezes você já ouviu que a web social deve ser gerida por Relações Públicas? Sem ter que entrar em discussões mais acaloradas, se você observar países em que essa área é mais desenvolvida, verá que a maioria dos RPs de lá estão ajudando a liderar mudanças de percepção muito importantes.

Minha formação é em RP mesmo, mas já havia passado por um curso técnico em eletrônica e quase fui parar em engenharia, até me apaixonar pela comunicação, sempre vidrado em tecnologia e internet.

Em 2009, eu estava na Inglaterra e, quando decidi voltar ao Brasil, comecei a observar onde eu poderia me encaixar depois que retornasse. Redes sociais eram a bola da vez e acabei me deparando com algumas iniciativas de crowdsourcing jornalístico que nasceram nos EUA. O que mais chamou a atenção era que todas foram criadas por RPs que queriam melhorar o relacionamento com a imprensa.

Se eu queria uma oportunidade de empreender comunicação com tecnologia, havia achado um modelo bem interessante. Quando eu finalmente voltei ao Brasil, já pensava em construir uma plataforma com serviços diferenciados, e para testar o conceito passei a prestar o serviço pelo Twitter.

relações: Como o #arpo funciona hoje?

Gustavo Carneiro: O modelo é completamente baseado no Twitter. Basicamente, canalizamos os pedidos da imprensa e facilitamos o contato do repórter com a fonte. Devido a limitações do próprio Twitter, muitas funções que seriam interessantes ainda não são possíveis, e é isso que quero mudar com a nova plataforma.

Hoje, apenas eu opero o serviço. Fico conectado a maior parte do dia para poder dar conta da demanda, que tem crescido bastante nesses 10 meses. Durante um tempo em que precisei me dividir com outras obrigações profissionais, tive duas outra RPs me ajudando com as postagens.

O processo é bem simples. O repórter, blogueiro ou pesquisador entra em contato comigo enviando um simples ‘reply’ ao @ajudeumreporter ou acrescentando a hashtag #arpo na mensagem em que descreve o perfil de fonte ou personagem que procura. Também é possível se comunicar por DM ou, caso não utilize o Twitter, preencher o formulário no site (www.ajudeumreporter.com.br).

Depois que o pedido é publicado, é hora da comunidade agir. Aqui entra toda a graça do crowdsourcing, que é a mobilização da comunidade que nos segue para tentar resolver cada ‘problema’ apresentado. No caso, o problema é encontrar as pessoas que o repórter precisa.

relações: Este novo objetivo do arpo pode ser entendido como um movimento para se criar uma rede social de segmento voltada à Jornalistas, Relações Públicas etc?

Gustavo Carneiro: É possível pensar nisso como uma rede social de nicho, sim. Tecnicamente, é isso mesmo. Porém, a pretensão é dar voz a mais gente, facilitando o contato de outros profissionais e empreendedores com a mídia em geral. Gente que não tem exatamente o conhecimento ou a possibilidade financeira de pagar uma assessoria agora, mas tem muito conteúdo para compartilhar.

Trazer essas pessoas para o contato com a mídia também pode garantir a oferta de conteúdos mais diversos e ricos aos jornalistas. Acredito que cada pessoa viva é especialista em alguma coisa, nos mais variados sentidos, e isso eleva as nossas possibilidades além dos caminhos convencionais.





Jornalista tem limite?

26 01 2011

Sou comunicador, a grande maioria de vocês, leitores, também. Logo, falar sobre responsabilidade em nossas profissões é algo muito complicado. Complicado pois as pessoas tem diferentes entendimentos sobre o que é responsabilidade, assim como a ética… Temos porém algumas linhas centrais para nos nortear, ainda bem!

O segundo post deste blog, antes mesmo dele ser “oficialmente” lançado, recebeu o nome de “…a liberdade de imprensa e a ética jornalística!“. Lá abordei este paralelo e trouxe ainda algumas indagações sobre o código de ética do jornalismo. Vejo agora, momento muito adequado para retomar o debate.

Quase todos os dias me revolto com algumas matérias redigidas pelos coleguinhas. A falta de responsabilidade é imensa, não se trata de jornalismo e sim de sensacionalismo. Infelizmente. Não estou aqui defendendo ou tentando acreditar que existe veículo 100% isento, 100% imparcial, apenas acho que a RESPONSABILIDADE do jornalista deve aumentar.

Em tempo de discussões sobre a regulamentação da imprensa e desastres no Rio de Janeiro vejo material vasto para mais algumas provocações. Se você ainda não leu, recomendo fortemente que veja o Código de Ética dos Jornalistas, que é bem breve, para continuarmos a discussão.

Pois bem, se atentarem para os Art. 2º (I e II), Art. 4º, Art. 6º (VIII) e Art. 12º (I) verão alguns pontos defendidos que são constantemente descumpridos. De novo, não quero o mundo perfeito, mas entendo ser fundamental o respeito e, principalmente, responsabilidade (sim de novo).

Semana passada no caminho para o trabalho escutei a coluna de Carlos Chagas na rádio Jovem Pan e entrei em deleite ao perceber que não era somente eu o descontente com a atual conjuntura de nossa imprensa. Abaixo disponibilizo a íntegra do áudio para verem do que se trata. Caso não consiga ouvir, clique aqui.

http://www.hark.com/clips/kfjdfmzmjb-carlos-chagas-radio-jovem-pan-21-dot-01-dot-11/download

Se quisermos podemos ir muito além do que simplesmente o respeito defendido pelo Chagas e pelo Art. 6º (VIII) do Código de Ética. Jornalistas vem criticando fortemente e pegando no pé dos governos e governantes para que não passem a controlar a mídia ou para que não criem os “conselhos” que tanto se falam.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a imprensa também é livre, assim como aqui, entretanto um jornalista que escreve absurdos, acusa pessoas sem prova ou até as condena antes mesmo da Justiça o fazer (se é que vai fazer) é processado e responde civil e criminalmente por abusos cometidos. As penalidades são altíssimas o que acaba gerando mais responsabilidade por parte deles ao escrever.

A Suzana Singer (Ombudsman da Folha) escreveu em outubro passado, em sua coluna, o texto “O dia em que o Dr. André errou“,  sobre o abuso de seu jornal ao condenar uma pessoa que veio a ser comprovada sua inocência posteriormente. Escreveu ainda que aquele homem “ganhou uma nódoa para sempre em seu currículo”, o que pode ser até pior do que a condenação pela justiça.

Acredito, colegas comunicadores, que precisamos cobrar mais responsabilidade um dos outros e, principalmente dos jornalistas, que tem tamanho poder de disseminação de informações e formação de opinião. Respeito e responsabilidade são fundamentais, não somos apenas fontes ou leitores, somos todos seres humanos!








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