O LOBBY, seus Mitos e Verdades

1 06 2011

por Bruna Maturana

Qual é a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você ouve a palavra “lobby”? Se a resposta for: políticos corruptos, dinheiro na cueca, propina ou corrupção, esse post é para você.

O fato é que a atividade de lobby é muito mal vista pelos brasileiros, o que pode ser relacionado a falta de esclarecimento e clara definição do que é exatamente esta atividade. Quero, neste post, trazer pontos que ajudem a esclarecer estes pontos “obscuros”.

Vamos começar pela origem da palavra: “Lobby” vem do inglês e significa antessala, hall ou salão. Eram nestes espaços que, segundo historiadores, os agricultores e comerciantes do século XIX ficavam, na tentativa de abordar os parlamentares e conversar sobre seus pleitos, coletivos ou individuais.

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Loiras + Pânico na TV + Cerveja = trollagem do século

14 05 2011

Marketing Viral, ou de emboscada, como alguns preferem, é a estratégia de se divulgar um produto ou serviço sem que o hospedeiro (veículo) ou público sejam informados. É uma tática de “guerrilha” usada por algumas empresas para tentar se posicionar ou aparecer junto com suas concorrentes, as vezes até mais do que elas, atrapalhando assim a divulgação planejada do concorrente.

Hoje a Folha de S. Paulo traz com exclusividade uma reportagem sobre “As Tchecas do Brazil”, duas gringas que foram contratadas pela cervejaria CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium) para lançar um novo produto, a cerveja Proibida. Na mesma reportagem (que tem continuidade na internet) Alan Rapp, diretor-geral do Pânico na TV, é entrevistado para falar daquilo que pode ser é a maior trollagem sofrida pelo programa.

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Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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Tendência X Sustentabilidade: A crise da Arezzo

19 04 2011

Por Lívia dos Santos

Apesar dos comentários terem começado com a publicação no Facebook na quarta, 13, do convite para o lançamento da colação “Pelemania”, foi ontem – segunda- feira – que a situação ganhou mega proporções. A @arezzo_, marca consolidada no mercado de sapatos, bolsas e acessórios femininos, virou o centro das atenções de um debate que tomou conta da internet, mais especificamente das redes sociais: o uso de peles verdadeiras de animais em suas peças.

Imagino que todos leram e acompanharam toda a história, desde a primeira posição da @arezzo_ em deletar os comentários em sua fan page no Facebook, passando pelos trending topics com as hashtags #arezzo, #arezzofail, #pelemania e outras menções entre os assuntos mais comentados do Twitter, até chegar ao ponto máximo, quando a empresa resolveu finalmente responder as centenas de comentários e publicou um comunicado em seus perfis nas redes sociais e no seu site oficial  mencionando a retirada dos produtos das lojas.

Bom, eu vou deixar de lado o fato de eu ser totalmente contra o uso de pele de animal e vou falar como Relações Públicas – pelo menos vou tentar rs! Então, vamos lá: o mundo inteiro está falando sobre sustentabilidade e as empresas estão criando campanhas socialmente responsáveis para mostrar sua preocupação com o planeta. Isso reflete a importância dos valores intangíveis para as marcas que buscam cada vez mais fidelizar seus consumidores, porque hoje em dia qualidade e preço os concorrentes diretos também têm ou podem alcançar, mas políticas institucionais que são realmente colocadas em prática, isso é para poucos.

Agora pense na @arezzo_ e sua declaração: “Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda”. Então eu pergunto: até onde vale oferecer essa tal tendência (e claro, lucrar) quando afeta certos valores como ética e vai contra esse movimento mundial de responsabilidade socioambiental? Eles mesmos admitem que é um “debate de uma causa tão ampla e controversa”. O que quero dizer é, como bem disse @marcogomes, “nem precisa pensar se é ‘certo ou errado’ usar pele de animal. Do ponto de vista de marketing não se faz esse tipo de lançamento”.

Puxando a sardinha pra nossa profissão, do ponto de vista de Relações Públicas também não! Imagina criar ações de relacionamento para lançar um produto que – nem precisa fazer pesquisa – já mostra que irá movimentar causas e partidarismos? Isso afeta toda a cadeia de públicos: do consumidor final ao investidor da marca e cada um pensa de uma forma e reage de uma forma.

Eles toparam o desafio e bancaram a coleção. Publicou em suas redes sociais – meio mais rápido de propagação de conteúdo e ideias. Foi então que começaram os desabafos dos clientes e o que a empresa fez? Assobiou! Será que existe na empresa um responsável por social media? Se sim, ele sumiu! Aquela velha lição: se não está preparado para estar nas mídias sociais e receber críticas, então repense sua estratégia porque pode voltar-se contra a sua marca foi justamente o que aconteceu. 

O erro não terminou aí! A empresa demorou muito tempo para se posicionar, o que permitiu toda a proliferação da confusão, chegando a grande imprensa com matérias em veículos como Folha de S. Paulo, Estadão, Exame e por aí vai.   

No final das contas, o departamento de marketing e a assessoria de comunicação da @arezzo_ estão lidando com uma bela crise de imagem. Mas correr agora pra um RP achando que ele fará milagres, eu acho um equívoco. Sim, é preciso um Relações Públicas e um plano de gerenciamento de crise, mas antes de tudo, acredito que a marca tem que repensar em seus princípios e valores daqui pra frente e sempre agir pautados por eles. Além disso, a situação manchou a reputação da empresa, algo dificílimo de construir, e que abalou a confiança dos consumidores em geral, dos “brand lovers” (fiéis à marca) e da sociedade. Com certeza isso irá refletir nas vendas (pelo menos em curto prazo).

Agora sem contar o debate se é certo ou não o uso de pele, o que você achou da posição da @arezzo_ em relação à comunicação? Do modo como respondeu a enxurrada de comentários na internet? Como acha que a @arezzo_ pode reverter sua imagem e reputação frente à sociedade? O que vale mais pra você: seguir uma tendência ou pensar de modo sustentável? Conta pra gente 😀





Algumas coisas que nós comunicadores ainda precisamos aprender

14 04 2011

Nós, comunicadores, que trabalhamos para grandes empresas (quer seja dentro delas ou como prestadores de serviços), ou que estamos conectados, antenados em tudo o que acontece no mundo, que lemos artigos de diversos autores brasileiros e gringos, que tentamos sempre estar “na crista da onda”, saber das ultimas tendências, tecnologias e plataformas de comunicação, será que realmente manjamos MUITO sobre “comunicar”?

Já abordei aqui no #blogrelacoes a importância de se conhecer e saber utilizar as novas plataformas de comunicação ao nosso favor/de nossas organizações. É fundamental saber para onde as pessoas estão indo, o que querem e procuram, porém, não podemos esquecer, jamais, que nem todo mundo está no mesmo lugar ao mesmo tempo. Princípio básico da física, certo?

A PepsiCo, gigante mundial de bens de consumo apostou pesado no ano passado em uma nova forma de se comunicar. Abandonou os anúncios milionários do SuperBowl e apostou suas fichas ($$) nas redes sociais. Fui um dos que adorou esta movimentação relatada neste post em que contei sobre o bate-papo que tive com o @boughb.

Entretanto, os resultados da companhia em 2010 não foram lá estas coisas. Segundo o Financial Times, o crescimento caiu da casa dos 2 dígitos para aproximadamente 7%. Ela perdeu em receita e seus produtos perderam mercado e valor para os concorrentes. As coisas não foram tão bem quanto eles esperavam e, diante disto, vão retomar os investimentos em mídias tradicionais. No mês passado, por exemplo, já voltaram a investir em spots em grandes jogos na TV. Justo. Parei então para pensar e analisar isto, vejamos:

A internet é um mundo, “World Wide Web”. Milhões de pessoas a usam diariamente para trabalhar, se divertir, comprar coisas, compartilhar experiências, ler, etc. Não podemos esquecer que muitas outras pessoas não a utilizam da mesma forma que nós. Entram, buscam algo e saem, não são geração “Y”, são os “X” ou os “Baby Boomers” que acabam fazendo uma trajetória linear na web e não pingando de um site para outro.

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Assim sendo, entendo que a internet é um “nicho” da população (os que tem acesso a ela). Dentro da web temos diversos outros nichos, sites de relacionamento, redes sociais, sites de produtos, serviços, lojas, portais de noticias, etc. São tantas as possibilidades que, atingir todas as pessoas que rodam pela web é praticamente impossível. Concordo que Google e Facebook estão disparados na frente no “segmentar” públicos e apresentar anúncios dirigidos para eles de forma efetiva, porém, quanto da população que entra na web isto representa? Ao mesmo tempo a propaganda/anúncio compete com todos os demais conteúdos da página!

Posso arriscar dizer que a estratégia da PepsiCo foi ótima porém eles deixaram de lado um aspecto muito importante. Mídias Sociais, Redes Sociais, estão cheias de jovens, também de pessoas mais velhas, claro. Porém, pessoalmente eu acho que minha mãe, por exemplo, jamais compraria algo pq viu na internet, não seria influenciada tanto quanto por um anuncio da TV ou de jornal. Mais do que isto é ela quem compra refrigerantes, salgadinhos e tudo mais o que a PepsiCo vende, logo o foco da PepsiCo deveria ser em quem?

O próprio @BoughB disse que anunciar no Facebook, por exemplo, é fundamental para a PepsiCo, afinal de contas são 600 milhões de usuários, porém isto não se compara aos bilhões de consumidores que compram produtos PepsiCo todos os dias. Justo!

Vou bater na tecla de novo (é mais pra eu lembrar disto sempre mesmo) de que precisamos conhecer um muito de tudo, mas precisamos prestar muito mais atenção na hora de avaliar quais os melhores caminhos a se seguir para sermos eficientes e eficazes em nossas comunicações.

PS: Tentei contato com a PepsiCo, como manda o figurino, para tirar algumas dúvidas, mas eles não responderam 😦





Administração de Redes Sociais

13 04 2011

Por Lília Machado

Deparei-me recentemente com um perfil institucional de uma marca X no Facebook em que foi postado mais conteúdo – fotos e mensagens – de festas e da vida particular dos seus sócios, que do próprio produto oferecido pela marca.

Quem não entende de imagem institucional, achou um absurdo. Eu, como gestora de imagem, achei isto uma aberração, uma ofensa. Por isso decidi elaborar este artigo – visto que pouco encontrei sobre o prejuízo que a má administração de redes sociais pode causar à marca.

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O aniversário foi do Twitter, mas a comemoração poderia ter sido brasileira

6 04 2011

Por Lívia dos Santos

No dia 21 de março, o Twitter completou 5 anos de atividades. No clima das matérias sobre a rede social em função da data, na quinta-feira, 24, o New York Times publicou uma pesquisa sobre os perfis mais influentes de todo o microblog e um brasileiro despontou em primeiro lugar na lista: Rafinha Bastos, humorista do CQC. E você achava que Lady Gaga, conhecida por seus recordes na internet lideraria, certo? Pois é, a cantora nem figurou entre os 10 primeiros. Ou então o presidente norte-americano Barack Obama, eleito graças ao seu engajamento nas mídias sociais e que virou até case? Este apareceu na sétima colocação! Mais uma surpresa: no décimo lugar estava Luciano Huck, apresentador da Rede Globo e primeiro brasileiro a alcançar 1 milhão de seguidores na rede social.

O fim do mês passado continuou agitado com a divulgação do Short Awards, considerado o ‘Oscar do Twitter’ e quem diria, três brasileiros ganharam o prêmio: na categoria “Inovação”,  Rene Silva Santos, o @vozdacomunidade, relatou em tempo real a invasão da polícia no Complexo do Alemão; Marina Silva (@silva_marina) venceu em “Política”; e o perfil @LeiSecaRJ, que divulga as blitzes da Lei Seca no Rio de Janeiro, ganhou como “Notícia”.

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