Loiras + Pânico na TV + Cerveja = trollagem do século

14 05 2011

Marketing Viral, ou de emboscada, como alguns preferem, é a estratégia de se divulgar um produto ou serviço sem que o hospedeiro (veículo) ou público sejam informados. É uma tática de “guerrilha” usada por algumas empresas para tentar se posicionar ou aparecer junto com suas concorrentes, as vezes até mais do que elas, atrapalhando assim a divulgação planejada do concorrente.

Hoje a Folha de S. Paulo traz com exclusividade uma reportagem sobre “As Tchecas do Brazil”, duas gringas que foram contratadas pela cervejaria CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium) para lançar um novo produto, a cerveja Proibida. Na mesma reportagem (que tem continuidade na internet) Alan Rapp, diretor-geral do Pânico na TV, é entrevistado para falar daquilo que pode ser é a maior trollagem sofrida pelo programa.

Leia o resto deste post »





Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

Leia o resto deste post »





Ser RP é ser um polvo?

21 03 2011

Eu consideraria as Relações Públicas como uma das profissões que exige mais dedicação e atualização RÁPIDA hoje em dia. Rápida grafado com letras maiúsculas pois todas as profissões requerem isto, claro, mas quando falamos de comunicação, de comportamento e de tecnologias, isto é muito mais rápido. Quando juntamos as três então…

Os RPs devem prestar atenção nas novas tecnologias que surgem no mercado pois estas apresentam as plataformas em que as pessoas irão consumir conteúdo e, claro, onde os RPs deverão pensar em como colocar conteúdo lá! Foi assim com o surgimento do iPad. Quando novas tecnologias aparecem, seja gadgets, seja sites/redes sociais, estas interferem na maneira como as pessoas vivem, interagem, logo, os RPs precisam entender como estas relações se dão para poder pensar como tirar proveito disto.

Precisam saber escrever bons textos para pautar a imprensa, blogueiros e tantos outros stakeholders importantes. Precisam saber falar bem para persuadir, transmitir suas ideias de maneira clara e objetiva, saber se portar de acordo com cada ocasião, estudar as mudanças de comportamento, hábitos de consumo, expectativas, saber como funcionam as tecnologias, SEO, seeding, integrações de plataformas, cross-media, geolocalização, goshhh……. muita coisa.

Veja, não estou dizendo aqui que os Relações Públicas precisam conhecer profundamente tudo isto, mas precisam saber um pouco de cada uma destas coisas. Quanto mais conhecimento um Relações Públicas tem, cultura útil e inútil, e tudo mais o que tem por aí, mais chances ele terá de conseguir juntar diferentes peças de um quebra cabeça e criar formas novas de divulgar seu conteúdo, propiciar relacionamentos, fomentar discussões, propiciar crescimento e desenvolvimento para sua organização.

arvore do conhecimento

Aí vem a correlação, podemos entender que ser Relações Públicas é ser um polvo? É ter vários tentáculos ligados em diferentes fontes de conhecimento como a tecnologia, moda, gastronomia, mídia, cinema, sociologia, política, esportes, estilo de vida, negócios, economia, etc?

Claro que não acho sadio uma pessoa abdicar da vida para poder se antenar no que acontece no mundo e assim estar sempre atualizada. Se quisermos saber de tudo o que acontece por aí, não teríamos tempo suficiente. O que precisamos, Relações Públicas, é entender que devemos “sair da caixinha”, olhara para outras áreas de conhecimento e entender o que são e como podem nos impactar/beneficiar. Jamais saberemos fazer tudo, mas devemos saber a quem recorrer quando precisarmos de algo!





Jornalista tem limite?

26 01 2011

Sou comunicador, a grande maioria de vocês, leitores, também. Logo, falar sobre responsabilidade em nossas profissões é algo muito complicado. Complicado pois as pessoas tem diferentes entendimentos sobre o que é responsabilidade, assim como a ética… Temos porém algumas linhas centrais para nos nortear, ainda bem!

O segundo post deste blog, antes mesmo dele ser “oficialmente” lançado, recebeu o nome de “…a liberdade de imprensa e a ética jornalística!“. Lá abordei este paralelo e trouxe ainda algumas indagações sobre o código de ética do jornalismo. Vejo agora, momento muito adequado para retomar o debate.

Quase todos os dias me revolto com algumas matérias redigidas pelos coleguinhas. A falta de responsabilidade é imensa, não se trata de jornalismo e sim de sensacionalismo. Infelizmente. Não estou aqui defendendo ou tentando acreditar que existe veículo 100% isento, 100% imparcial, apenas acho que a RESPONSABILIDADE do jornalista deve aumentar.

Em tempo de discussões sobre a regulamentação da imprensa e desastres no Rio de Janeiro vejo material vasto para mais algumas provocações. Se você ainda não leu, recomendo fortemente que veja o Código de Ética dos Jornalistas, que é bem breve, para continuarmos a discussão.

Pois bem, se atentarem para os Art. 2º (I e II), Art. 4º, Art. 6º (VIII) e Art. 12º (I) verão alguns pontos defendidos que são constantemente descumpridos. De novo, não quero o mundo perfeito, mas entendo ser fundamental o respeito e, principalmente, responsabilidade (sim de novo).

Semana passada no caminho para o trabalho escutei a coluna de Carlos Chagas na rádio Jovem Pan e entrei em deleite ao perceber que não era somente eu o descontente com a atual conjuntura de nossa imprensa. Abaixo disponibilizo a íntegra do áudio para verem do que se trata. Caso não consiga ouvir, clique aqui.

http://www.hark.com/clips/kfjdfmzmjb-carlos-chagas-radio-jovem-pan-21-dot-01-dot-11/download

Se quisermos podemos ir muito além do que simplesmente o respeito defendido pelo Chagas e pelo Art. 6º (VIII) do Código de Ética. Jornalistas vem criticando fortemente e pegando no pé dos governos e governantes para que não passem a controlar a mídia ou para que não criem os “conselhos” que tanto se falam.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a imprensa também é livre, assim como aqui, entretanto um jornalista que escreve absurdos, acusa pessoas sem prova ou até as condena antes mesmo da Justiça o fazer (se é que vai fazer) é processado e responde civil e criminalmente por abusos cometidos. As penalidades são altíssimas o que acaba gerando mais responsabilidade por parte deles ao escrever.

A Suzana Singer (Ombudsman da Folha) escreveu em outubro passado, em sua coluna, o texto “O dia em que o Dr. André errou“,  sobre o abuso de seu jornal ao condenar uma pessoa que veio a ser comprovada sua inocência posteriormente. Escreveu ainda que aquele homem “ganhou uma nódoa para sempre em seu currículo”, o que pode ser até pior do que a condenação pela justiça.

Acredito, colegas comunicadores, que precisamos cobrar mais responsabilidade um dos outros e, principalmente dos jornalistas, que tem tamanho poder de disseminação de informações e formação de opinião. Respeito e responsabilidade são fundamentais, não somos apenas fontes ou leitores, somos todos seres humanos!






Seu engajamento é apenas virtual?

12 01 2011

Ano passado tivemos mais um capítulo de violência no Rio de Janeiro (assim como já tivemos em São Paulo e em outras cidades do nordeste, muito menos abordados) onde facções criminosas aterrorizaram cidadãos e afrontaram o poder público. Diante disto as autoridades começaram a orquestrar uma grande resposta ao ocorrido, o que recebeu muito apoio da opinião pública.

Junto com a “comoção” que tomou conta da sociedade começaram a pipocar exemplos de “engajamento” para você “pedir paz ao Rio”, “ajudar a construir uma cidade melhor”, “não se solidarizar com a impunidade”, e por aí vai. Muitas destas campanhas sugeriam a adoção de twibbons nos avatares do Twitter, declarações via Facebook e Orkut, correntes por e-mail…… Mas o que de CONCRETO tudo isto gera?

A internet nos trouxe diversas vantagens: a possibilidade de rapidamente atingirmos uma parcela grande de pessoas, chamar a atenção delas para causas e problemas, pedir seu engajamento. Lindo, mas e se todos ficarem apenas no “compartilhar”, no “contar a sua história”? E se ninguém efetivamente levantar “…” da frente do computador e partir para a ação? De que adianta toda esta movimentação virtual?

Percebo que as ações na web engajam muitas pessoas mas o que se vê ao tentar transferir o virtual para o real é uma queda brusca deste engajamento. Salvo exceções, poucas ações conseguem mobilizar presencialmente pessoas em determinado trabalho.

Para balancear esta conversa fui consultar o @interney sobre o assunto e, em algumas trocas de e-mail ele me acordou para algumas coisas que eu ainda não tinha levado em consideração:

  1. Com a internet nós temos muito mais formas de mensurar a população atingida pela campanha versus aquelas que se “sensibilizaram” com tal, ou seja, curtiram a página, adicionaram twibbon na foto, etc…
  2. Nem sempre uma causa precisa efetivamente ser levada para o mundo real. As vezes apenas o engajamento virtual é o que se espera da audiência, e ter esta expectativa muito bem definida é algo fundamental na hora de se planejar uma ação.

Bingo! E o que esperamos das ações?

Costumo dizer aos meus amigos do mundo de Rotary, principalmente os associados do Rotaract Aliança Lapa, que não vamos conseguir salvar o mundo sozinhos. Precisamos de calma, ir aos poucos, abordando um problema de cada vez, mas trabalhando de forma eficiente e eficaz para solucioná-los. Temos que ir até o fim em uma causa, focar em um assunto, só assim conseguiremos provocar mudanças significativas.

Esta é minha forma de ver as coisas. Eu acho que o engajamento virtual é válido e necessário mas sem o engajamento PRESENCIAL, trabalhando em prol de causas que precisam ser mudadas (educação, saúde, segurança, etc) não vamos conseguir mudar muita coisa. Minha forma de batalhar por algo é tomar partido e trabalhar em prol dela, não apenas demonstrar minha insatisfação/indignação. Esta é minha expectativa.

Aí o @interney terminou nossa troca de e-mails com maestria: “Não tem problema nenhum na internet, o problema é do ser humano!”.





Como criamos as nossas “listas”?

10 01 2011

Este post é uma reflexão feita em um momento de “calor”, de indignação e de infelicidade com algumas coisas que tenho observado na web. Tornou-se comum a criação de listas de “melhores disto”, “maiores daquilo”, recomendações daqui e dali! Eu mesmo já entrei em uma delas, a lista dos #10RPsBR2010 idealizada pelo O Cappuccino.

Minha critica aqui não é direcionada as listas, acho que elas são válidas e fundamentais para termos “foco” em uma era onde temos bilhares de informações rondando a nossa volta. Onde conteúdo não é um problema, a dificuldade agora é absorver e “processar” tudo isto, ou seja, como usar todo este conteúdo ao qual temos acesso. Uma matéria da revista “continuum” do Itaú Cultural (veja aqui na pág 60.) aborda justamente a frenesi que as listas causam nas pessoas, seja para fazê-las, seja para levá-las em consideração.

Como disse, as listas são fundamentais, o grande problema é a imparcialidade de quem as faz! Reclamamos e zelamos pela liberdade de imprensa, queremos poder falar sobre o que bem entendermos. Queremos falar de política e políticos em nossos blogs, e tudo isto é legítimo, agora, estamos fazendo isto de forma ÉTICA e IMPARCIAL?

A criação de uma lista, segundo a própria matéria da “continuum” tem uma grande parcela de emocionalidade, de vivência e “gosto” do criador da lista. Vejo porém, muitas delas, ou das indicações para que as pessoas componham as listas (indicação popular), sendo criadas e “povoadas” visando única e exclusivamente a promoção do “criador” da lista. Eu vou lá, junto meia dúzia de gato pingado que quero me aproximar e BUM! a mágica está feita.

Acompanho muitos perfis no Twitter e tenho um Google Reader cujo marcador não sai do +1000. Leio menos do que o que gostaria para me manter informado sobre o mundo da comunicação e das Relações Públicas. Porém, fico extremamente chateado quando me deparo com listas que trazem perfis e blogs cujo cunho é fazer propagandas de cursos, repassar informações dos outros ou, ainda pior, fazer campanha em causa própria, se elencar na própria lista, o velho “Eu faço”, “Eu aconteço”, “Eu sou o máximo”.

Nós, comunicadores, criticamos duramente empresas que tem blogs com este cunho, se autopromover. Criticamos também aquelas empresas que vem para as redes sociais apenas para fazer promoções, ganhar “ouvintes” e repassar suas mensagens. Diante disto, como podemos criar estas listinhas indicando pessoas e blogs que fazem exatamente isto?

Temos casos em que a pessoa é ótima usuária do Twitter, seu blog, porém, está um pouco empoeirado, não traz conhecimento novo, apenas circula algumas informações. Em outros casos a situação é inversa. De qualquer forma, acho que nos falta mais critério ao montar estas listas. Nos falta conhecer um pouco mais sobre veículos e autores além de colocar a nossa ética e isenção para fazer parte da seleção.








%d blogueiros gostam disto: