Um final de semana para a sustentabilidade – Virada Sustentável

3 06 2011

Por Lívia dos Santos

Aqui no #blogrelacoes, vira e mexe a gente dá dicas de final de semana sobre um bom restaurante, um bom filme, um bom programa… dessa vez sugiro um final de semana inteiro com mais de 300 atrações pra vocês escolherem 😉

Neste final de semana acontece em São Paulo a primeira Virada Sustentável. Assim como a Virada Cultural e Esportiva, será uma maratona com várias atividades, todas voltadas para a sustentabilidade para conscientizar a população sobre o tema! A data foi escolhida para celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho.

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5X Favela: Agora por Nós Mesmos!

17 09 2010

Final de semana, programinha a dois, cineminha….. Fila, atraso e sessão lotada! Ô programão! Na hora de comprar ingresso indago “E aí, o que vamos ver agora?”

A resposta, básica de qualquer mulher é: “Á, sei lá!”

Pelo “sei lá” propus: “Vamos ver 5X Favela? Escutei boas criticas sobre o filme, são 5 curtas feitos por comunidades do Rio d’janiero, parecem ser legais!”. Topado, #partiu!

O longa, produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, e composto por 5 curtas, foi premiado 7 vezes no festival de cinema de Paulínia, incluindo os de melhor filme pelos jurados E pelo público, além de ter sido muito aplaudido em Cannes. Trata-se de uma “continuação” do projeto Cinco Vezes Favela de 1962 onde cinco diretores, incluindo o próprio Diegues, subiram os morros para fazer curtas sobre as realidades locais. Desta vez a idéia foi dar às comunidades o papel de “autores” das histórias e suporte de coordenação da equipe de Diegues agregando assim ao nome original o “Agora por nós mesmos”.

Os roteiros foram criados em oficinas de diferentes comunidades do Rio onde participaram inclusive projetos como o Afroreggae e Nós do Morro. A direção também foi feita por cineastas que participaram destas oficinas, assim como atores e a produção.

O filme, que vem na onda de outros tantos nacionais que retratam realidades das comunidades cariocas, traz um enfoque diferente. Aborda a realidade, o dia-a-dia das comunidades, como vivem, o que pensam e fazem e como encaram problemas normais ao cotidiano de qualquer pessoa, independente de sua classe social. Problemas simples e fora da realidade de muitos dos espectadores também são abordados, claro, e nos fazem refletir sobre temas como responsabilidade, escolhas, ideais, valores e, principalmente, ética.

Este é o primeiro post “dica para o fim de semana” do relações. Se ainda não tem programa, veja o trailer do filme abaixo, leia os “resumos de cada história” e divirta-se. Segunda volte para contar o que achou :-).

Fonte de Renda: Maicon, morador de comunidade, entra na faculdade em direito. As diferenças aparecem quando o dinheiro para pagar os livros, materiais e transporte, começa a faltar. O conflito fica por parte do consumo de drogas pelos colegas, de classes altas e é aí que a trama se desenvolve.

Arroz com Feijão: O bê-á-bá de muitas famílias do país: Falta do que comer. Como é aniversário do Pai, Wesley resolve se juntar com um amigo para ganhar uns trocados e comprar um frango para o jantar do pai! O conflito de classes aqui é forte, o conflito com a ética também, mas é um dos meus favoritos!

Concerto para Violino: O mais violento dos curtas, Concerto para violino traz a realidade das guerras nos morros, a “integração” entre polícia e bandido para “bem comum” e resgate dos valores de cada um.

Deixa voar: Entre as próprias comunidades existem diferenças. O filme retrata como elas são trabalhadas e o que é capaz de motivar a “quebra” de conceitos existentes. No papel principal, uma pipa e uma paixão adolescente!

Acende a luz: É o mais divertido dos curtas. Aborda de forma despojada e direta como a falta de luz interfere na vida das pessoas. Mais, como é encarado este problema por quem é responsável por solucioná-lo. Traz valores fortes que caracterizam as comunidades do Rio.





“Diferente não é errado, é só diferente!!”

10 08 2010

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Entre julho de 2003 e agosto de 2004 fiz um Intercâmbio Cultural pelo Rotary Internacional nos Estados Unidos. Lá concluí o Ensino Médio na Honeoye Falls – Lima High School, conforme conto no meu perfil. Quem já fez intercâmbio (mesmo os que duram poucas semanas) entendem quando falamos que este foi o melhor ano de nossas vidas. Ao voltar ingressei no Rotex São Paulo, um grupo de ex-intercambista do Rotary que desenvolve atividades voluntárias. Neste grupo, o “melhor ano de nossas vidas” é uma constante, todos falam com brilhos nos olhos sobre a experiência e acabam engajando mais e mais jovens.

Claro que aprende-se MUITO em um intercâmbio, aprende-se uma nova língua, novos costumes, uma nova maneira de viver em sociedade. No meu caso, aprendi sobre novas religiões ao morar em três famílias diferentes, a primeira de Judeus, a segunda de Católicos e a terceira de Protestantes. Aprende-se a viver sozinho, a ter responsabilidade, assumir compromissos, erros, falar por si e se fazer ser entendido/acreditado/respeitado! Acredito porém que o ensinamento que mais me modificou e ajudou na construção do meu “ser” é o título deste post: “Diferente não é errado, é só diferente!“!

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Escultura na sede da ONU em NY - Dion Jansen (Holanda), Cristian Vera (Argentina), eu e Giulio Gaspari (Itália) - 2003

Este post, longe de mim, não busca te fazer acreditar em meus ideais, adotar a minha forma de ver o mundo, aceitar a minha maneira de viver. Busco aqui te fazer refletir, deitar na cama hoje à noite e pensar; imaginar, relembrar e “SE” provocar sobre a maneira que você encara o mundo!

Morei nos EUA, sim, aquele país é maravilhoso. Lá não existe, diferentemente do que defende a Opinião Pública, um bando de radicais bitolados querendo dominar o mundo! Existem muitas pessoas de bem, que acreditam em uma vida melhor, apostam na coletividade e na inovação. Claro, como em qualquer lugar, existem também aqueles que acreditam que o planeta precisa ser da forma que entendem ser a correta, aí vemos algumas ações iniciadas por governos passados e que ainda hoje estão em curso.

Indo à outra ponta temos o Oriente Médio e países vizinhos, onde se condenampessoas ao apedrejamento, onde mulheres são submissas e “vivem em burcas”. Seguindo mais adiante temos a Índia e China, países ditos “de terceiro mundo” (assim como o nosso) mas tão diferentes entre si. Países estes onde a dita pobreza (segundo os nossos padrões), assolam a maior parte da população. Países que tem pouquíssimo saneamento básico, mas em que a riqueza cultural, a defesa dos costumes, os ritos e rituais são belíssimos e conservados há milênios.

Tive a oportunidade de visitar os Emirados Árabes Unidos (Dubai) e o Egito (Cairo, cidades históricas ao longo no Nilo, Santa Catalina [para subir o Monte Sinai] e Sharm El-Sheik [mergulhar no mar vermelho]). Lá encontrei povos diferentes dentro do mesmo país, assim como são os gaúchos, mineiros, paulistas e baianos. Tenha a curiosidade de perguntar se as mulheres de lá, que “vivem em burcas”, cada qual de acordo com os costumes de sua família (desde burca completa até apenas lenço na cabeça, ou nem isto), se são infelizes e verás a resposta! Não podemos aqui, em função de uma visão de mundo que temos, condenar determinados costumes e taxá-los de errados. Podemos não concordar com eles; mas temos que entender que são DIFERENTES e, em hipótese alguma, julgar e condená-los sem entender “o todo”!

Precisamos aprender, entender e aceitar que pessoas são diferentes. Temos heterossexuais, homossexuais e trans-sexuais. Temos vegetarianos, vegans… Judeus, Católicos, Protestantes, Crentes e por aí vai. Assim como existem os Rockeiros, Techneiros, Funkeiros, Pagodeiros e outros!

Não nos cabe julgar e condenar as pessoas ou povos pelo que pensam ou fazem baseado em nossa forma de vida. Nascemos diferentes, e vivemos diferente. Uns acreditam que viver sem tecnologia é viver melhor, é cuidar do mundo, outros não se importam em desperdiçar água e consumir muita energia elétrica e lixo eletrônico.

Cabe a todos nós sermos mais pacientes, respeitosos e tolerantes. Como diria John Scatman “How can someone win, if winning means that someone loses?”. Se acreditamos que eles são radicais, o que somos ao querer impor o nosso “way of life” a eles?

Para ver fotos das viagens, visite meu picasa!





“Brasólia”, a cidade de segredos!

28 06 2010

Antes de minha última viagem para Brasília já tinha ido à Capital Federal outras DUAS vezes, mas em nenhuma fiquei mais do que algumas horas por lá!

Da primeira vez fui acompanhar a Lilian Pacce no lançamento de seu livro “Pelo Mundo da Moda” e em uma palestra! Esta epopéia durou umas 20 horas. A segunda vez foi em meados de 2009, quando fui ministrar uma palestra pela Accenture…. bate-e-volta de uma tarde!

Desta vez passei 3 dias por lá! Fui para uma reunião da atual empresa que trabalho e aproveitei para ficar até sábado e conhecer a cidade que via apenas do carro!

Brasólia

Gostei MUITO! Na quinta-feira a noite fui ao UK Brasil, um pub onde rolou um cover do Pink Floyd, garotos fans da banda que mandam MUITO bem!

Sexta, depois do expediente, que teve direito a jogo do Brasil (0X0 com Portugal), fui para minhas novas acomodações, o Alvorada Hotel. Simples, sem luxo, em prédio antigo, mas aconchegante e LIMPO, o que, pra mim, é primordial! De lá, a noite, fiz algumas fotos da cidade, principalmente da Antena de TV! Parti então, na companhia da Cris e da Robs, colegas de trabalho, para o Barcelona, um “bar de tapas” muito bonitinho, calmo, com boa comida e ótima sangria! O papo rolou solto por horas, até que o sono resolveu dar as caras DE VEZ, aí, #partiu!

Sabadão de manha, 7h em pé, claro! Robs me encontrou no hotel e fomos, a pé, até o Congresso Nacional.

A Robertá já morou em Brasília por um tempo, com isto, sabe de muitas coisas que turistas desconhecem, e que nativos nunca aprenderam (ou vai dizer que vc sabe de todos os meandres de sua cidade?)! Passamos pelo prédio do Banco Central, Banco do Brasil, até chegar na Biblioteca Nacional. Ao seu lado temos o Museu Nacional de Brasília e, logo em seguida, a Catedral da cidade. Lá na Catedral a Robs me ensinou o primeiro “truque” da cidade.

A Catedral, em seu interior, tem as paredes arredondadas, tanto no sentido horizontal como vertical. Quando duas pessoas se colocam em cada um dos segmentos da parede é possível bater um papo, em voz baixa, escutando superbem e sem ninguém ouvir! Olha aqui como é! O interior da Catedral é incrível! Estão terminando uma restauração que trocou todos os seus vidros. Aos pombinhos de plantão, casar lá custa APENAS 2 salários mínimos! O visual dispensa comentários!

Acústica perfeita

Ao deixarmos a Catedral seguimos para o Congresso. No caminho encontramos esta simpática coruja abaixo. Nem preciso dizer que rendeu várias fotos legais né?

Decidimos então fazer a visita guiada ao Itamaraty. A explicação dos monitores é ótima, e aprendemos, por exemplo, que a obra de arte que fica na entrada do palácio chama-se “Meteoro”, e simboliza os cinco continentes! Dentro do palácio tem um lustre chamado “revoada”, lindo!!!

Revoada - Ferro e quartzo

Fizemos depois a visita monitorada ao Congresso (todas de graça). Para os desavisados, o prédio abaixo abriga a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. A Câmara é composta pelo prédio do lado direito e pela cúpula reta, já o Senado é composto pelo prédio da esquerda e pela cúpula arredondada! Ambos os plenários são em pequenos, muito menores do que parecem na TV. Nenhum deles comporta todos os seus parlamentares sentados, por isto, em votações importantes, vemos um monte deles em pé!

Por fim, fomos com a Cris até a Antena de TV, de onde pude fazer mais fotos da cidade!

O passeio foi ótimo, e fica aqui a minha recomendação para que todos visitem a Capital Federal. Antes de partir, me mande um e-mail que eu mando mais dicas 😀

Para ver todas as fotos que fiz lá, acesse o meu picasa!








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