A mesma notícia, várias versões!

12 11 2010

Na dica do final de semana de hoje, clássico da literatura inútil! 🙂

Serve para se divertir (e dar risada, principalmente para as pessoas do “mundinho” [da comunicação]), e serve também como régua para refletir sobre como estamos escrevendo nossos textos!

O autor eu desconheço, se alguém souber, por favor me conte! Segue a História da Chapeuzinho Vermelho segundo os mais diversos veículos de comunicação!

JORNAL NACIONAL
(william Bonner) “Boa Noite. Uma menina chegou a ser devorado por um lobo na noite de ontem…’.
(Fátima Bernardes): ‘… mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia’.


PROGRAMA DA HEBE

(Hebe): ‘… que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?’

CIDADE ALERTA

(Datena): ‘… onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da avozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva… Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.’

REVISTA VEJA

Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA

Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA

Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO

Legenda da foto: ‘Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador ‘.

Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO

Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra salvar menor de idade carente.

ZERO HORA

Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AGORA SP

Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: ‘Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa’

PLAYBOY (
Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE
(Ensaio fotográfico com lenhador) Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTE

Lobo mau! mito ou verdade ?

DISCOVERY CHANNEL

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

Bom final de semana para todos 🙂

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A credibilidade das pesquisas em xeque

18 10 2010

Eu pensei em escrever um post sobre Pesquisa e RP abordando um monte de coisas; não daria certo pois JAMAIS conseguiria falar tudo o que é preciso em um post. Resolvi então dividi-lo em algumas partes, ainda não sei ao certo quantas serão.

Depois do 1º turno das eleições, todas, sim, TODAS as atenções se voltaram aos Institutos de Pesquisa. Datafolha, Ibope, Sensus, Vox Populi e outros tiveram que explicar aos especialistas e à opinião pública como os resultados das urnas, para eleições nacionais e estaduais (governadores e senadores), tiveram resultados tão diferentes.

Para pegar apenas um exemplo, dizia-se que em São Paulo a Dilma venceria as eleições, Alckmin provavelmente precisaria de 2º turno para ser eleito,  e que teríamos como senadores a Martha Suplicy e o Netinho de Paula. O resultado foi que Serra ganhou no Estado, Alckmin levou de primeira e o, tido como, “azarão”, Aloysio Nunes levou a vaga ao Senado em 1º lugar.

Isto não aconteceu apenas em São Paulo, segundo as pesquisas Serra só ganharia as eleições em 2 Estados, Acre e Paraná, acabou que ele venceu em RR, AC, RO, MT, MS, SP, PR e SC. Mais do que isto, Marina ganhou de Dilma no DF.

Fiz Relações Públicas na Universidade Metodista de São Paulo. Para terem uma ideia da importância que a pesquisa é dada por esta instituição, dos 8 semestres do curso, temos a matéria em SETE deles! Aprendemos, naturalmente ou por osmose, que pesquisar os nossos públicos, o que pensam, como pensam, o que esperam e querem é fundamental para embasarmos nossos planos de comunicação e para antevermos  cenários.

Marina Silva já dizia nos debates e entrevistas que o que sentia nas ruas era diferente do que apontavam as pesquisas. Isto, de certa forma, se confirmou diante dos mais de 20 milhões de votos que teve, porém, realmente era verdade ou era apenas uma jogada de campanha?

Os institutos de pesquisa, após os resultados, claro, foram chamados a se explicar. Tivemos matérias na Folha de S. Paulo, na Veja, Estadão, O Globo e diversos outros veículos, mas a que mais me chamou atenção (e que é a mais longa também) foi uma entrevista dada por Márcia Cavallari, Diretora do Ibope, ao Roda Viva do dia 4 de outubro.

Os jornalistas presentes, Marília Gabriela no comando, e Augusto Nunes, Paulo Moreira Leite, Carlos Brickmann e Bob Fernandes não pouparam balas no embate com a entrevistada, diga-se isto especialmente de Augusto Nunes. Muito se perguntou, e até se implorou, para que Cavallari pedisse desculpas em nome dos institutos pelos erros das pesquisas. Ela, por sua vez, defendeu de todas as formas que pesquisa não nasceu para “cravar” números, ou, “acertar na mosca” os resultados, pesquisas servem para mostrar tendências de comportamento e, diante disto, elas cumpriram com o seu papel!

Sugiro que leiam os materiais dos links acima e, em especial, assistam ao menos ao primeiro bloco da entrevista de Cavallari ao Roda Viva. É o bloco mais “quente” e que traz muitas informações importantes para podermos formar nossa opinião. Depois, deixe seu comentário aqui sobre: As pesquisas são culpadas ou inocentes?





Novas fronteiras para a comunicação!

5 10 2010

Quando eu era menor, estava na 3ª ou 4ª série, material básico da aula de computação era um disquete de 8″, sim isto mesmo, disquete de OITO POLEGADAS, e olha que eu só tenho 24 anos (por mais alguns dias…). De lá pra cá é nítido o avanço tecnológico que tivemos. Estamos adentrando a era 3D, onde tudo está literalmente na “ponta dos dedos”. Todas estas mudanças, claro, fazem com que o mundo tenha que se adaptar. Novos verbetes são adicionados ao dicionário, celulares ganham novos recursos, baterias precisam ser melhoradas para durarem mais…

A Apple é uma das empresas que mais tem revolucionado o mundo dos “gadgets”. Traz diferentes formas de interagirmos com os “meios”. Novas formas de consumirmos as informações. Com isto é inevitável que tenhamos que repensar a forma de se fazer comunicação.

Mais do que transmitir uma mensagem clara, coesa e objetiva ao público alvo, nós, Relações Públicas, precisamos cada vez mais encontrar diferentes formas de se utilizar as plataformas existentes para inovar a comunicação. Facilitar o acesso do público alvo à ela, promover uma experiência diferente ao usuário, propiciar com que ele vá além do que é dado.

Em entrevista ao Estado de São Paulo, Jim Jacovides, Vice-presidente de licenciamento de marcas da Time Inc., defende dois pontos interessantes. O primeiro é que as pessoas vão, e já se vê um movimento para isto, pagar para ter acesso à informação via iPad. Para mim nós subestimamos o poder dessa maquininha. Com certeza ela vem para facilitar e revolucionar as plataformas de comunicação.

Dois, é que com esta nova plataforma, temos novas possibilidades de interagir com nosso público. Podemos, por exemplo, criar anúncios interativos, que proporcionem ao usuário customizar produtos, compará-los e comprá-los diretamente da loja virtual, interagir com modelos diferentes, localizar revendedores e consumidores do mesmo produto, pedir opiniões, sugerir mudanças. Ele define esta nova forma de se comunicar com o público de “comunicação de imersão”.

Criar outras maneiras parecidas de se comunicar para diferentes públicos (comunicação interna, com a imprensa, com investidores) só depende de um pouco de criatividade e imaginação. Não cabe a nós, muitas vezes, participar ou sugerir novas plataformas, mas somos nós os responsáveis por dar novo uso a elas, adequando seu potencial aos nossos objetivos, facilitando a comunicação e entendimento das mensagens.





@Folha_ombudsman e Twitter, um caso de amor e ódio!

22 09 2010

Em 4 de julho deste ano a Ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer (no cargo desde 24/04/2010), publicou em sua coluna texto sob o título “A Folha errou; alegria no Twitter”. O texto tratava da “ira” que a Folha sofreu na rede social após publicar, por erro humano, anúncio do Hipermercado Extra lamentando a eliminação do Brasil na copa quando isto ainda não tinha acontecido.

O texto de Singer agride e ataca os usuários da rede. Chama os “tuiteiros” de “espírito de porco” e ainda deu a impressão de que a “fúria do anunciante”, materializado na figura de Abílio Diniz, “patriarca” do Grupo Pão de Açúcar e que respondeu ao erro do jornal pelo próprio Twitter, foi exagerada. (veja o post aqui).

No todo, o texto claramente quer minimizar a reação gerada na rede social. Pretende desqualificar as pessoas presentes ali e dizer que o erro foi bobinho, pequeno, “um tremendo tropeço. Mas só!”.

Domingo, dia 12 de setembro me deparei com o pássaro azul estampado na coluna de Singer novamente, desta vez sob o título “O Ataque dos Pássaros”. Lá fui eu ler o que ela tinha a dizer desta vez e, pra minha surpresa, a critica era direcionada à Folha justamente por ela não ter dado atenção ao que era dito no Twitter.

Acompanhe as palavras da própria Ombudsman:

“Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O “Cala Boca Galvão” durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um “trending topic”. Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.
A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.

… Olha só que mudança!

Discurso completamente diferente do exposto na primeira coluna sobre o Twitter. Neste meio tempo Singer deve ter usado mais a ferramenta e aprendido sobre sua dinâmica e, com isto, adequado a sua visão sobre ela. Não dá mais para relevar a ferramenta que se tornou sim uma importante plataforma de comunicação. Errar é humano e também corporativo, mas arrumar o erro e revisar a sua orientação é digno de elogio. Ponto! Só resta agora a Folha manter o perfil defendido no grifo do texto! 😉

ATUALIZAÇÃO

Resposta de Suzana Singer ao post:

folha_ombudsman2:53pm via Web

@prochno Foi inteligente comparar as 2 colunas, mas não são contraditórias, só casos diferentes. Sempre respeitei o twitter, tanto q. entrei

Veja o twitt aqui!





Sempre conectados….

25 08 2010

O Comitê Gestor da Internet no Brasil divulgou recentemente a “Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil 2009” que aponta que 50% dos jovens brasileiros, entre 16 e 24 anos e que tem celular, acessam a internet por ele. É o maior índice dentre as faixas etárias definidas (pág. 323). Claro que este índice é maior em países onde a internet móvel já é uma realidade a mais tempo, o que comprova sua tendência de crescimento.

FOTO: Clayton de Souza/AE

Uma matéria publicada pela Reuters, ontem, indica porém que a internet móvel teve o seu boom no Brasil especialmente com a entrada no iPhone e de outros modelos de smartphones. Para encorajar o uso da internet móvel, as operadoras passaram a criar pacotes de tráfego ilimitado com velocidades limitadas, o que, segundo especialistas, já está deixando de existir principalmente em função da infraestrutura não suportar mais demasiado crescimento. Com isto vemos as operadoras passando a definir pacotes de horas de acesso, independente do volume de dados trafegado.

Eu fui personagem da matéria da Gisele Tamar, publicada hoje no @jornaldatarde_, que fala sobre a pesquisa do CGI.br. Você pode conferir a íntegra da matéria de capa do caderno “Seu Bolso”, aqui.

E você, tem um celular? Ele tem acesso à Internet? Participe da enquete abaixo!





Wikileaks: Liberdade de Imprensa X Segurança Nacional

27 07 2010

Nos últimos dias um novo site “wiki” tem tomado conta dos noticiários mundiais, o Wikileaks!

Esta nova plataforma surgiu em 2007 com a promessa de garantir, de qualquer maneira, a publicação de informações “sensíveis” que devam se tornar públicas. Os criadores do projeto defendem que só com uma imprensa realmente livre é que será possível combater a corrupção e as más condutas existentes.

A Wikileaks informa em sua descrição que adota as mais modernas práticas de criptografia de dados para poder garantir anonimato às fontes que submetem materiais ao portal. Ao mesmo tempo, diz que conta com um grande time de advogados que trabalham para garantir que o projeto continue caminhando.

No Brasil começou a se falar mais sobre o projeto depois que mais de 90 mil documentos do governo americano sobre a guerra do Iraq/Afeganistão vazaram ao mundo por meio da Wikileaks. Os documentos, entre eles muitos relatos de combatentes americanos, revelam que os EUA mantinham um esquadrão especial para capturar e eliminar insurgentes acusados de terrorismo, além de relatar algumas operações encobertas que acabaram vitimando civis e crianças.

O site declara já ter “vazado” mais de um milhão de documentos e afirma que publica apenas documentos de veracidade comprovada e que passem por criteriosa análise. Rumores ou opiniões não são postadas. Seu diretor, o australiano Julian Assange, publicou em janeiro deste ano um documento do serviço de inteligência americano afirmando que o site é uma ameaça às forças armadas do país, informação esta que foi confirmada pelo governo à BBC.

Para a divulgação dos documentos sobre a guerra do Afeganistão, o Wikileaks contatou os jornais The Guardian (Londres), The New York Times (NY) e Der Spiegel (Alemanha). Estes veículos ajudaram a analisar as informações e a cruzá-las com informações dos próprios governos. O resultado, o barulho que estamos vendo hoje nos principais jornais do mundo.

Em minha opinião o projeto é ótimo e parece ser muito bem amarrado para evitar a publicação de especulações e informações desconexas. Parece também que conta com uma equipe multidisciplinar bastante ampla para garantir que o site funcione e cumpra com seus objetivos para com a sociedade e as fontes de informação. Com isto entendo que ele garante o que já abordei em outro post aqui no relações, que é a relação entre a liberdade de imprensa e a ética jornalística!

E você, acha que a liberdade de imprensa deve ser protegida a qualquer custo? E quando esta liberdade conflita com a ética (ou ausência dela)? Deixe sua opinião!

com informações d´O Globo, O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo. Acompanhe o Wikileaks no twitter aqui.




iAgência de Notícias

26 07 2010

As agências de notícias não caracterizam-se apenas por “fazer” notícia. Caracterizam-se também pelo fato de precisarem estar atentas a tudo o que acontece no mundo, o que é falado e o que não é, como é falado, e, claro, sobre o que as pessoas se interessam em saber.

Esta semana que passou resolvi reativar o meu Google Reader, um leitor de RSS da empresa que já tá sabendo mais de mim do que minha própria mãe!

Lá encontrei um bando de inscrições em sites e blogs bem bacanas, afinal de contas, herdei estes rss do Lucas Souza (que de vez em quando escreve aqui) no tempo que ainda trabalhava no Real. Tirei algumas inscrições que não funcionavam mais, coloquei outras mais atuais e cheguei na bagatela de 167 feeds! Sim, 167 sites e blogs diferentes que abordam ALGUMAS coisas que são importantes para manter a minha massa encefálica exercitada! E no meio disso tudo aí não tem nada sobre mergulho, DJ ou música; alguns de meus hobbies.

Comecei dedicado, procurava manter o numero de atualizações não lidas em torno de 100. No fim da semana, claro, o marcador indicava +1000, quando ele para de contar!

Parei então para me fazer algumas perguntas.

Busco ler um jornal todos os dias. No escritório temos Folha e Estado, além de outros que acessamos pela Internet. Procuro também ler uma revista semanal, ou pelo menos algumas matérias, variando o veículo de semana para semana. Durante o dia acompanho os sites de noticias para saber o que “rola no mundo”. Além disto tudo preciso acompanhar as informações relevantes ao meu trabalho. Some ao bolo as 167 inscrições que mencionei acima e tenta imaginar quantas noticias/matérias estamos expostos diariamente.

Sério, você já parou pra pensar nisso? Se quisesse ler tudo o que lhe interessa e que gosta, somado com o que você PRECISA ler (pois nem sempre as duas coisas caminham juntas) precisaríamos de alguns dias a mais por mês só pra isso!

Manter-se informado é fundamental em nossa sociedade, mas saber de tudo o que acontece é loucura, claro. O problema é que cada vez nos cobram mais, já pensou seu chefe ou amigo comenta sobre uma matéria que não leu (mesmo tendo lido todo o resto), fica meio chato né?

Bom, diante disto, resolvi largar do Google Reader…… Brincadeira!

Conhecimento nunca é demais, mas a cada dia criamos mais e mais conteúdo, disseminamos informações, geramos conhecimento, o que é ótimo. O que não podemos esquecer, é que não podemos pautar nossas vidas em querer saber tudo o que acontece no mundo, o que todos falam ou pensam. Aí acho que as redes sociais tem um papel muito legal, de proporcionar a troca de informações entre pessoas, com o “plus” da recomendação de alguém. Só não podemos cair na loucura de virarmos uma agência de notícias!

ps: não, desta vez o post não termina com uma pergunta…. mas fique a vontade para, mesmo assim, comentá-lo :-P! – By the way…. assine nosso RSS aqui!








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