Oportunidades que não podemos perder – Barack Obama X Bin Laden

2 05 2011

Existem algumas oportunidades que jamais podemos perder. Para a comunicação esta máxima é mais verdadeira ainda. São momentos únicos, pequenos e delicados que podem fazer total diferença na conquista de um objetivo comum. Isto aconteceu hoje, 1o de maio de 2011, domingo a noite. Tudo começou com este pequeno twitt:

Barack Obama faria um discurso à nação. Nada de novo, não fosse a surpresa disto acontecer sem antecedência e tarde da noite em um domingo, mesmo nos EUA. Algo importante estaria por vir. Logo os canais de TV internacionais começaram a especular e ativar suas fontes. A informação dava conta de que Osama Bin Laden, líder da rede terrorista internacional, Al-Qaeda, estava morto. Esta seria, desde 11/9 2001, a maior vitória dos EUA, mais do que a captura e execução de Saddam Hussein.

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A credibilidade das pesquisas em xeque

18 10 2010

Eu pensei em escrever um post sobre Pesquisa e RP abordando um monte de coisas; não daria certo pois JAMAIS conseguiria falar tudo o que é preciso em um post. Resolvi então dividi-lo em algumas partes, ainda não sei ao certo quantas serão.

Depois do 1º turno das eleições, todas, sim, TODAS as atenções se voltaram aos Institutos de Pesquisa. Datafolha, Ibope, Sensus, Vox Populi e outros tiveram que explicar aos especialistas e à opinião pública como os resultados das urnas, para eleições nacionais e estaduais (governadores e senadores), tiveram resultados tão diferentes.

Para pegar apenas um exemplo, dizia-se que em São Paulo a Dilma venceria as eleições, Alckmin provavelmente precisaria de 2º turno para ser eleito,  e que teríamos como senadores a Martha Suplicy e o Netinho de Paula. O resultado foi que Serra ganhou no Estado, Alckmin levou de primeira e o, tido como, “azarão”, Aloysio Nunes levou a vaga ao Senado em 1º lugar.

Isto não aconteceu apenas em São Paulo, segundo as pesquisas Serra só ganharia as eleições em 2 Estados, Acre e Paraná, acabou que ele venceu em RR, AC, RO, MT, MS, SP, PR e SC. Mais do que isto, Marina ganhou de Dilma no DF.

Fiz Relações Públicas na Universidade Metodista de São Paulo. Para terem uma ideia da importância que a pesquisa é dada por esta instituição, dos 8 semestres do curso, temos a matéria em SETE deles! Aprendemos, naturalmente ou por osmose, que pesquisar os nossos públicos, o que pensam, como pensam, o que esperam e querem é fundamental para embasarmos nossos planos de comunicação e para antevermos  cenários.

Marina Silva já dizia nos debates e entrevistas que o que sentia nas ruas era diferente do que apontavam as pesquisas. Isto, de certa forma, se confirmou diante dos mais de 20 milhões de votos que teve, porém, realmente era verdade ou era apenas uma jogada de campanha?

Os institutos de pesquisa, após os resultados, claro, foram chamados a se explicar. Tivemos matérias na Folha de S. Paulo, na Veja, Estadão, O Globo e diversos outros veículos, mas a que mais me chamou atenção (e que é a mais longa também) foi uma entrevista dada por Márcia Cavallari, Diretora do Ibope, ao Roda Viva do dia 4 de outubro.

Os jornalistas presentes, Marília Gabriela no comando, e Augusto Nunes, Paulo Moreira Leite, Carlos Brickmann e Bob Fernandes não pouparam balas no embate com a entrevistada, diga-se isto especialmente de Augusto Nunes. Muito se perguntou, e até se implorou, para que Cavallari pedisse desculpas em nome dos institutos pelos erros das pesquisas. Ela, por sua vez, defendeu de todas as formas que pesquisa não nasceu para “cravar” números, ou, “acertar na mosca” os resultados, pesquisas servem para mostrar tendências de comportamento e, diante disto, elas cumpriram com o seu papel!

Sugiro que leiam os materiais dos links acima e, em especial, assistam ao menos ao primeiro bloco da entrevista de Cavallari ao Roda Viva. É o bloco mais “quente” e que traz muitas informações importantes para podermos formar nossa opinião. Depois, deixe seu comentário aqui sobre: As pesquisas são culpadas ou inocentes?





@Folha_ombudsman e Twitter, um caso de amor e ódio!

22 09 2010

Em 4 de julho deste ano a Ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer (no cargo desde 24/04/2010), publicou em sua coluna texto sob o título “A Folha errou; alegria no Twitter”. O texto tratava da “ira” que a Folha sofreu na rede social após publicar, por erro humano, anúncio do Hipermercado Extra lamentando a eliminação do Brasil na copa quando isto ainda não tinha acontecido.

O texto de Singer agride e ataca os usuários da rede. Chama os “tuiteiros” de “espírito de porco” e ainda deu a impressão de que a “fúria do anunciante”, materializado na figura de Abílio Diniz, “patriarca” do Grupo Pão de Açúcar e que respondeu ao erro do jornal pelo próprio Twitter, foi exagerada. (veja o post aqui).

No todo, o texto claramente quer minimizar a reação gerada na rede social. Pretende desqualificar as pessoas presentes ali e dizer que o erro foi bobinho, pequeno, “um tremendo tropeço. Mas só!”.

Domingo, dia 12 de setembro me deparei com o pássaro azul estampado na coluna de Singer novamente, desta vez sob o título “O Ataque dos Pássaros”. Lá fui eu ler o que ela tinha a dizer desta vez e, pra minha surpresa, a critica era direcionada à Folha justamente por ela não ter dado atenção ao que era dito no Twitter.

Acompanhe as palavras da própria Ombudsman:

“Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O “Cala Boca Galvão” durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um “trending topic”. Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.
A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.

… Olha só que mudança!

Discurso completamente diferente do exposto na primeira coluna sobre o Twitter. Neste meio tempo Singer deve ter usado mais a ferramenta e aprendido sobre sua dinâmica e, com isto, adequado a sua visão sobre ela. Não dá mais para relevar a ferramenta que se tornou sim uma importante plataforma de comunicação. Errar é humano e também corporativo, mas arrumar o erro e revisar a sua orientação é digno de elogio. Ponto! Só resta agora a Folha manter o perfil defendido no grifo do texto! 😉

ATUALIZAÇÃO

Resposta de Suzana Singer ao post:

folha_ombudsman2:53pm via Web

@prochno Foi inteligente comparar as 2 colunas, mas não são contraditórias, só casos diferentes. Sempre respeitei o twitter, tanto q. entrei

Veja o twitt aqui!





5X Favela: Agora por Nós Mesmos!

17 09 2010

Final de semana, programinha a dois, cineminha….. Fila, atraso e sessão lotada! Ô programão! Na hora de comprar ingresso indago “E aí, o que vamos ver agora?”

A resposta, básica de qualquer mulher é: “Á, sei lá!”

Pelo “sei lá” propus: “Vamos ver 5X Favela? Escutei boas criticas sobre o filme, são 5 curtas feitos por comunidades do Rio d’janiero, parecem ser legais!”. Topado, #partiu!

O longa, produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, e composto por 5 curtas, foi premiado 7 vezes no festival de cinema de Paulínia, incluindo os de melhor filme pelos jurados E pelo público, além de ter sido muito aplaudido em Cannes. Trata-se de uma “continuação” do projeto Cinco Vezes Favela de 1962 onde cinco diretores, incluindo o próprio Diegues, subiram os morros para fazer curtas sobre as realidades locais. Desta vez a idéia foi dar às comunidades o papel de “autores” das histórias e suporte de coordenação da equipe de Diegues agregando assim ao nome original o “Agora por nós mesmos”.

Os roteiros foram criados em oficinas de diferentes comunidades do Rio onde participaram inclusive projetos como o Afroreggae e Nós do Morro. A direção também foi feita por cineastas que participaram destas oficinas, assim como atores e a produção.

O filme, que vem na onda de outros tantos nacionais que retratam realidades das comunidades cariocas, traz um enfoque diferente. Aborda a realidade, o dia-a-dia das comunidades, como vivem, o que pensam e fazem e como encaram problemas normais ao cotidiano de qualquer pessoa, independente de sua classe social. Problemas simples e fora da realidade de muitos dos espectadores também são abordados, claro, e nos fazem refletir sobre temas como responsabilidade, escolhas, ideais, valores e, principalmente, ética.

Este é o primeiro post “dica para o fim de semana” do relações. Se ainda não tem programa, veja o trailer do filme abaixo, leia os “resumos de cada história” e divirta-se. Segunda volte para contar o que achou :-).

Fonte de Renda: Maicon, morador de comunidade, entra na faculdade em direito. As diferenças aparecem quando o dinheiro para pagar os livros, materiais e transporte, começa a faltar. O conflito fica por parte do consumo de drogas pelos colegas, de classes altas e é aí que a trama se desenvolve.

Arroz com Feijão: O bê-á-bá de muitas famílias do país: Falta do que comer. Como é aniversário do Pai, Wesley resolve se juntar com um amigo para ganhar uns trocados e comprar um frango para o jantar do pai! O conflito de classes aqui é forte, o conflito com a ética também, mas é um dos meus favoritos!

Concerto para Violino: O mais violento dos curtas, Concerto para violino traz a realidade das guerras nos morros, a “integração” entre polícia e bandido para “bem comum” e resgate dos valores de cada um.

Deixa voar: Entre as próprias comunidades existem diferenças. O filme retrata como elas são trabalhadas e o que é capaz de motivar a “quebra” de conceitos existentes. No papel principal, uma pipa e uma paixão adolescente!

Acende a luz: É o mais divertido dos curtas. Aborda de forma despojada e direta como a falta de luz interfere na vida das pessoas. Mais, como é encarado este problema por quem é responsável por solucioná-lo. Traz valores fortes que caracterizam as comunidades do Rio.





A diferença está no que rege os investimentos!

15 09 2010

Em minha ultima viagem à Brasília li um artigo de Jeffrey D. Sachs, consultor especial para as Metas de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas (ONU), publicado pelo jornal Valor Econômico em 26/08, que me fez refletir muito até conseguir escrever este post.

Chamado “Crescimento na economia budista” (clique para ler), o artigo relata a viagem que Sachs fez ao Butão (pequeno país da região do Himalaia – Ásia) e o que aprendeu sobre a forma de se investir e de se medir o desenvolvimento do país. O Butão (aprox. 700 mil habitantes) é tipicamente budista, dotado de uma geografia acidentada e de povo bastante pobre composto principalmente por agricultores e pastores. O mais interessante, e alvo desta reflexão, é o como o país mede o seu desenvolvimento, não pelo PIB (produto interno bruto) mas sim pelo GHN (Felicidade Interna Bruta). Isto mesmo, o Butão mede o seu crescimento e desenvolvimento por meio do índice de felicidade da população. Utopia? Para eles, não!

Sachs relata que o GHN é definido por muitos fatores, dentre eles, claro, a satisfação de necessidades básicas como educação, saúde, segurança, infraestrutura, saneamento básico, etc, mas também é definido pela SUSTENTABILIDADE (veja aqui a definição) traduzido em como manter a sua tradicional cultura, igualdade da população, recursos naturais… Com isto o país vem se esforçando muito para poder ganhar dinheiro de forma sustentável e investi-lo de forma igualitária.

Para um país com infraestrutura limitada, e para o qual quase ninguém dá atenção, ao se conquistar o básico se desenvolve muito, o ganho é percebido rapidamente. Desta maneira para que o GHN cresça de forma homogênea, os investimentos e benfeitorias à população também devem ser.

Interessante a reflexão de que não se trata de uma utopia, mas sim de voltarmos no tempo e repensarmos as diretrizes básicas de felicidade. Claro que meu smartphone, meu iPod e notebook me trouxeram felicidade, mas isto pq já vivo em uma sociedade onde tenho as questões básicas citadas acima. Desta forma, como meu padrão de felicidade mudou (e meu padrão não Brasil, mas sim PEDRO pois em nosso país temos realidades piores que as do Butão) dou muito mais valor aos bens materiais individuais do que ao coletivo, à cultura (você não?)! Sachs diz ainda:

“(…) a atitude hiperconsumista à moda dos americanos pode desestabilizar as relações sociais e provocar agressividade, solidão, cobiça e excesso de trabalho à beira da exaustão. O que talvez seja menos reconhecido é como essas tendências se aceleraram nos próprios Estados Unidos nas décadas recentes. Isso pode ser resultado, entre outras coisas, da crescente e implacável investida das relações públicas e publicitárias. A questão de como conduzir uma economia para que produza felicidade sustentável – combinando bem-estar material com saúde humana, conservação ambiental e resistência psicológica e cultural – é a que deve ser abordada em todos os lugares.”

O artigo merece ser lido e relido algumas vezes… pensado…. refletido! Não quero nem 8 e nem 80, mas com ele podemos fazer algumas analogias com nosso cotidiano e mudar algumas formas de agir e pensar. Indo além, quem sabe você, na sua atual posição não consegue canalizar investimentos para que possamos realmente desenvolver o país de forma igualitária, topa abrir mão de algumas mordomias?





Onde você quer estar daqui a 15 anos?

1 09 2010

por Natalia Guerra

Alguns dias atrás, um rapaz, no mínimo curioso, me fez a seguinte intrigante pergunta:

“Onde você quer estar daqui a 15 anos?”

Minha primeira reação foi: Hein ??? Putz… (literalmente assim!)

“Responda rápido! Não vale pensar muito”, disse ele.

Bom, eu respondi. Disse que gostaria de ter sucesso profissional, um belo carro e um apartamento (básico).

É claro que eu teria um milhão de respostas para essa pergunta, se ela me fosse feita um milhão de vezes. Mas naquele momento considerei minha resposta satisfatória. Antes mesmo que eu pudesse perguntar alguma coisa fui novamente surpreendida com outra pergunta: “E o que você esta fazendo para isso acontecer?”

Pois é, o que estou fazendo para isso acontecer?

Respondi a ele novamente, mas essa pergunta ficou na minha cabeça todos os dias seguintes àquela conversa.

O que você esta fazendo para concretizar seu sucesso? Que qualidades um profissional precisa ter, hoje em dia, para ser bem sucedido? O que o mercado exige dele? Afinal, no que você quer investir para ser um bom profissional? No que é exigido ou no que acreditamos ser um diferencial? Mas o que consideram um diferencial não é o exigido?

Recentemente li algumas revistas que comentavam o assunto. Segundo elas, o perfil adequado para o profissional do futuro se define em algumas palavras: dinâmico, inovador, atencioso, tecnológico, inquieto, curioso, criativo, informal. Características da famosa “geração Y” – os nascidos nos anos 80. Ao ler essas definições sinto-me passando por um checklist: dinâmica? Confere. Curiosa? Confere. E assim vai…

Ouvimos dizer que faltam líderes no mercado, e com isso ganhamos “dicas”: deixe a ousadia falar mais alto, tenha humildade, seja humanista, mantenha a perseverança como diretriz, tenha feeling! Somos analisados, avaliados, treinados, desenvolvidos. Mas, para quem? Com que propósito?

Buscando informações para esse post, conversei com três ex-colegas de trabalho. Pessoas completamente diferentes, com atuação em setores distintos. Perguntei a elas o que estavam fazendo para concretizar seu sucesso profissional.

@izabelzinha (Jornalista) comentou que procura sempre avançar, reciclar-se. “Estamos sempre em mutação. Somos diferentes e vamos ficando diferentes. Pessoas que empacam em seu velho modo de ser, ficam para trás […]”.

@giselle_gija (Jornalista) pensa em ousadia acompanhada da falta de medo. “Às vezes somos chamados a arriscar… e devemos ir! Trabalhar como loucos, dar tudo de si… mas se em algum momento você perceber que não era bem aquilo ou que não deu certo, paciência! É clichê, mas a gente sempre pode recomeçar!”

@daniono (Relações Públicas) acredita que não existem regras para ser um bom profissional e ganhar espaço no mercado. “[…] procuro ler sobre tendências, acompanho algumas palestras e grupos de discussões de comunicação. Temos facilidade para buscar coisas novas em qualquer tipo de veículo e a Internet é uma grande aliada”.

Acredito que a única pessoa capaz de definir como você deve trabalhar, o que deve fazer e por qual caminho deve seguir é você mesmo. Apesar de tudo o que nos é exigido, temos que ter consciência que o esforço não é valido se não o fizermos para o nosso benefício de acordo com a nossa vontade.

Na minha opinião, a autoavaliação e a satisfação profissional deveriam ser as principais características consideradas por essa geração tão mencionada no mercado e sucessora nas organizações (afinal de contas, estamos crescendo e chegando lá). Não digo que as outras características apresentam um valor menor. Pelo contrário, quem não gosta de inovar, ter uma boa idéia ou entender tudo das novas tecnologias? Porém, acredito que vale pensar em por que você busca esses itens.

É como a expressão que ouvimos: “nem tanto ao céu, nem tanto ao mar”. O intuito é colher a essência dos dois lados e promover o equilíbrio. Entendendo realmente o que se busca é a melhor maneira de conquistar o que se quer. E com isso o sucesso é inevitável.

E Você, que tipo de profissional/pessoa quer ser? Onde quer estar daqui a 15 anos?





Quantos “você” existem?

30 08 2010

A pergunta do título desse post eu me faço diariamente. – Quantos “eus” existem? Pra elencar alguns existem: O Pedro “filho”, o Pedro irmão da @mprochno, o Pedro assessor de Estados e Capitais, o Pedro ex-aluno da @anamanssour e da @isildinhamartin (entre outros), o Pedro profissional de Relações Públicas, o Pedro do @rotex_sp, o Pedro do Rotaract Aliança Lapa, o Pedro nadador, o Pedro DJ, o Pedro amigo, o Pedro blogueiro do relações….. vixi….. essa lista vai longe!

Todo mundo que “anda” pelas redes sociais (orkut, facebook, twitter, linkedIn, só pra dizer algumas) com certeza já escutou um “toma cuidado com sua imagem na web pois as empresas podem se assustar com a sua “louca balada insana de sexta passada“”. Poxa, fala sério!

Tenho bastante cuidado ao colocar uma informação minha na web! Reflito como aquilo será interpretado pelas mais diferentes audiências que tenho por aqui (família, amigos, profissionais, blogueiros, etc…), mas convenhamos, EU SOU UM SÓ! Vou ao supermercado como todo mundo, como, bebo, não fumo, pratico pouco esporte, vou ao banheiro fazer tudo aquilo que você faz (mas que em uma conversa faz cara de que não faz), cometo erros de português, faço barbeiragem no trânsito BEEEEMMM de vez em quando (é sério, JURO :-), tirei minha carta de 1ª 5 anos atrás), saio com meus amigos e, as vezes, faço algumas bobagens…. sou uma pessoa normal, como outra qualquer!

Me incomodo muito em ter que manter uma imagem para agradar pessoas ou corporações na web! Não acho isso saudável para ninguém! Claro que precisamos manter um padrão básico, respeitar as leis, as pessoas, sermos éticos! Acreditar que não cometo erros de português, que não faço besteira de vez em quando é inocência! Porém, estas coisas não me tornam menos capaz, menos responsável quando a situação demanda, ou menos correto!

Foi o vídeo abaixo que me apressou a escrever este post! O Orkut incluiu uma nova funcionalidade onde agora você pode mandar mensagens, compartilhar fotos e vídeos com cada grupo de amigos. Tá bom, o Facebook tbm já faz isto… Mas o vídeo que o Orkut criou ESCANCARA que temos “diversos eus” por aí!

Particularmente acho que estamos indo para o caminho errado. Preferimos “omitir” coisas do mundo à entender que todos são normais, erram e não podem/devem manter um padrão de imagem o tempo todo! Entendo que precisamos aceitar as diferenças cada vez mais e não julgar tanto as pessoas pelo que fazem/falam, desde que respeitada a individualidade E a coletividade, afinal, vivemos em sociedade!

Eu já faço disto minha maneira de viver! Sou eu mesmo, assim, como sou.

Quantos “vocês” existem? Como você lida com cada “seu” que existe?








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