O LOBBY, seus Mitos e Verdades

1 06 2011

por Bruna Maturana

Qual é a primeira coisa que vem a sua cabeça quando você ouve a palavra “lobby”? Se a resposta for: políticos corruptos, dinheiro na cueca, propina ou corrupção, esse post é para você.

O fato é que a atividade de lobby é muito mal vista pelos brasileiros, o que pode ser relacionado a falta de esclarecimento e clara definição do que é exatamente esta atividade. Quero, neste post, trazer pontos que ajudem a esclarecer estes pontos “obscuros”.

Vamos começar pela origem da palavra: “Lobby” vem do inglês e significa antessala, hall ou salão. Eram nestes espaços que, segundo historiadores, os agricultores e comerciantes do século XIX ficavam, na tentativa de abordar os parlamentares e conversar sobre seus pleitos, coletivos ou individuais.

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Regulamentação das profissões: A vez do MKT

19 07 2010

Na semana passada a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei (PL) 1944 de 2007 (veja a integra aqui)!

Este PL pretende regulamentar a profissão de Marketing, definindo quais são as responsabilidades destes profissionais, quais os “cargos” que são exclusivos e quais os profissionais que podem ocupá-los; exatamente como define a Lei 5377/67 que regulamenta a profissão de Relações Públicas!

Diante da notícia, e uma vez que trabalho com RP Gov., resolvi conhecer mais sobre o PL 1944/07 de autoria do deputado Felipe Bornier (PHS/RJ) – formado em Marketing.

O projeto define claramente os cargo que este profissional pode ocupar, suas nomenclaturas, bem como a formação que o profissional deve ter para poder usar a nomenclatura “marketeiro”. Qual não foi minha surpresa, porém, ao ler o Artigo 3º sub-item 3.1 – alínea “o”. Lá são definidas as “ferramentas” do profissional de Marketing. Resolvi “transcrever a integra aqui:

4. Definir ferramentas de comunicação e de relacionamento, a serem utilizadas no mercado interno e externo, a fim de facilitar a gestão da informação, a produção e a gestão do conhecimento, considerando as possibilidades do mix dessas ferramentas e como influenciam a percepção de consumo, a percepção de mercado e o posicionamento organizacional. Dessa forma o profissional de Marketing interage com outros profissionais, respeitando a área de atuação de cada um, porém definindo que ferramentas serão utilizadas, como e quando serão utilizadas, na produção de seu trabalho, no mercado. Logo, são consideradas como ferramentas de trabalho do profissional de Marketing:
a. SIG-DBM (Sistema de Informação Gerencial – Database marketing / CRM -Gerenciamento do Relacionamento com os clientes);
b. SIM (Sistema de Informação de Marketing);
c. Pesquisas (Qualitativas e quantitativas);
d. Propaganda;
e. Promoção;
f. Merchandising;
g. Franquia;
h. Licenciamento;
i. Relações públicas;
j. Assessoria de imprensa;
k. Venda direta e indireta;
l. Telemarketing / Call-Center / Contact-Center;
m. Mala-direta / e-mail;
n. Internet;
o. Toda tecnologia on-line ou off-line.

Podemos notar que, ao longo do texto, o autor acaba por definir como “ferramentas de Marketing” algumas profissões (inclusive profissões já regulamentadas), funções e, inclusive, meios de comunicação, como mala direta, e-mail e a própria INTERNET! Oras, como é que um call-center fica enquadrado apenas como ferramenta de MKT? E os call-centers que são para informação ao cidadão (como no caso da prefeitura ou Polícia/Bombeiros/SAMU)? Um pouco pior, ao meu ver, é a inclusão das Relações Públicas e da Assessoria de Imprensa aí no meio! Os profissionais de comunicação sabem muito bem que o propósito de tais funções é muito diferente daquele do marketing, publicidade ou propaganda! A forma de abordar os públicos é diferente, a razão de ser das profissões/funções (pois AI é função e não profissão) é diferente!

Diante do que vi, e claro mais preocupado com a inclusão das Relações Públicas e da Assessoria de Imprensa ali no meio, resolvi enviar um e-mail ao CONFERP por meio do formulário disponível no site. Minha pergunta era, se independente de ser certa ou errada a regulamentação, qual era a posição do CONFERP para com o PL. Recebi a seguinte resposta:

Prezado Profissional de Relações Públicas

Pedro Prochno,

O CONFERP está se posicionando contra esses projetos de regulamentação que atingem nossa área. Além de ações especificas para cada projeto em tramitação, estamos preparando uma ação ampla envolvendo as Comissões da Câmara e do Senado, nas quais tramitam esses projetos de lei. Alem das Comissões, a nossa atuação atingirá todos os elementos das duas Casas, inclusive ás áreas administrativas e de apoios das mesmas.

A inclusão de Relações Públicas na regulamentação da área de marketing não se justifica e é inconstitucional pois a profissão já é regulamentada por lei anterior.

Agradecemos a sua atenção.

Estamos ao seu dispor.

Atenciosamente,

João Alberto Ianhez – Presidente do CONFERP (pg. da diretoria)

Feliz em saber que o CONFERP i) responde com brevidade as mensagens enviadas ii) está atento aos acontecimentos do “mundo da comunicação”, me resta torcer para que a abordagem que estão preparando seja efetiva e gere o resultado necessário!

E você, o que acha sobre esta “rixa” entre profissões? Tente sair do “idependentemente de quem faça, que faça bem feito”! 🙂

Obrigado @gabiiassmann @marciaceschini @marielacastro e @rebezerra pelos “pitacos”







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