Loiras + Pânico na TV + Cerveja = trollagem do século

14 05 2011

Marketing Viral, ou de emboscada, como alguns preferem, é a estratégia de se divulgar um produto ou serviço sem que o hospedeiro (veículo) ou público sejam informados. É uma tática de “guerrilha” usada por algumas empresas para tentar se posicionar ou aparecer junto com suas concorrentes, as vezes até mais do que elas, atrapalhando assim a divulgação planejada do concorrente.

Hoje a Folha de S. Paulo traz com exclusividade uma reportagem sobre “As Tchecas do Brazil”, duas gringas que foram contratadas pela cervejaria CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium) para lançar um novo produto, a cerveja Proibida. Na mesma reportagem (que tem continuidade na internet) Alan Rapp, diretor-geral do Pânico na TV, é entrevistado para falar daquilo que pode ser é a maior trollagem sofrida pelo programa.

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Tendência X Sustentabilidade: A crise da Arezzo

19 04 2011

Por Lívia dos Santos

Apesar dos comentários terem começado com a publicação no Facebook na quarta, 13, do convite para o lançamento da colação “Pelemania”, foi ontem – segunda- feira – que a situação ganhou mega proporções. A @arezzo_, marca consolidada no mercado de sapatos, bolsas e acessórios femininos, virou o centro das atenções de um debate que tomou conta da internet, mais especificamente das redes sociais: o uso de peles verdadeiras de animais em suas peças.

Imagino que todos leram e acompanharam toda a história, desde a primeira posição da @arezzo_ em deletar os comentários em sua fan page no Facebook, passando pelos trending topics com as hashtags #arezzo, #arezzofail, #pelemania e outras menções entre os assuntos mais comentados do Twitter, até chegar ao ponto máximo, quando a empresa resolveu finalmente responder as centenas de comentários e publicou um comunicado em seus perfis nas redes sociais e no seu site oficial  mencionando a retirada dos produtos das lojas.

Bom, eu vou deixar de lado o fato de eu ser totalmente contra o uso de pele de animal e vou falar como Relações Públicas – pelo menos vou tentar rs! Então, vamos lá: o mundo inteiro está falando sobre sustentabilidade e as empresas estão criando campanhas socialmente responsáveis para mostrar sua preocupação com o planeta. Isso reflete a importância dos valores intangíveis para as marcas que buscam cada vez mais fidelizar seus consumidores, porque hoje em dia qualidade e preço os concorrentes diretos também têm ou podem alcançar, mas políticas institucionais que são realmente colocadas em prática, isso é para poucos.

Agora pense na @arezzo_ e sua declaração: “Um dos nossos principais compromissos é oferecer as tendências de moda”. Então eu pergunto: até onde vale oferecer essa tal tendência (e claro, lucrar) quando afeta certos valores como ética e vai contra esse movimento mundial de responsabilidade socioambiental? Eles mesmos admitem que é um “debate de uma causa tão ampla e controversa”. O que quero dizer é, como bem disse @marcogomes, “nem precisa pensar se é ‘certo ou errado’ usar pele de animal. Do ponto de vista de marketing não se faz esse tipo de lançamento”.

Puxando a sardinha pra nossa profissão, do ponto de vista de Relações Públicas também não! Imagina criar ações de relacionamento para lançar um produto que – nem precisa fazer pesquisa – já mostra que irá movimentar causas e partidarismos? Isso afeta toda a cadeia de públicos: do consumidor final ao investidor da marca e cada um pensa de uma forma e reage de uma forma.

Eles toparam o desafio e bancaram a coleção. Publicou em suas redes sociais – meio mais rápido de propagação de conteúdo e ideias. Foi então que começaram os desabafos dos clientes e o que a empresa fez? Assobiou! Será que existe na empresa um responsável por social media? Se sim, ele sumiu! Aquela velha lição: se não está preparado para estar nas mídias sociais e receber críticas, então repense sua estratégia porque pode voltar-se contra a sua marca foi justamente o que aconteceu. 

O erro não terminou aí! A empresa demorou muito tempo para se posicionar, o que permitiu toda a proliferação da confusão, chegando a grande imprensa com matérias em veículos como Folha de S. Paulo, Estadão, Exame e por aí vai.   

No final das contas, o departamento de marketing e a assessoria de comunicação da @arezzo_ estão lidando com uma bela crise de imagem. Mas correr agora pra um RP achando que ele fará milagres, eu acho um equívoco. Sim, é preciso um Relações Públicas e um plano de gerenciamento de crise, mas antes de tudo, acredito que a marca tem que repensar em seus princípios e valores daqui pra frente e sempre agir pautados por eles. Além disso, a situação manchou a reputação da empresa, algo dificílimo de construir, e que abalou a confiança dos consumidores em geral, dos “brand lovers” (fiéis à marca) e da sociedade. Com certeza isso irá refletir nas vendas (pelo menos em curto prazo).

Agora sem contar o debate se é certo ou não o uso de pele, o que você achou da posição da @arezzo_ em relação à comunicação? Do modo como respondeu a enxurrada de comentários na internet? Como acha que a @arezzo_ pode reverter sua imagem e reputação frente à sociedade? O que vale mais pra você: seguir uma tendência ou pensar de modo sustentável? Conta pra gente 😀





A credibilidade das pesquisas em xeque

18 10 2010

Eu pensei em escrever um post sobre Pesquisa e RP abordando um monte de coisas; não daria certo pois JAMAIS conseguiria falar tudo o que é preciso em um post. Resolvi então dividi-lo em algumas partes, ainda não sei ao certo quantas serão.

Depois do 1º turno das eleições, todas, sim, TODAS as atenções se voltaram aos Institutos de Pesquisa. Datafolha, Ibope, Sensus, Vox Populi e outros tiveram que explicar aos especialistas e à opinião pública como os resultados das urnas, para eleições nacionais e estaduais (governadores e senadores), tiveram resultados tão diferentes.

Para pegar apenas um exemplo, dizia-se que em São Paulo a Dilma venceria as eleições, Alckmin provavelmente precisaria de 2º turno para ser eleito,  e que teríamos como senadores a Martha Suplicy e o Netinho de Paula. O resultado foi que Serra ganhou no Estado, Alckmin levou de primeira e o, tido como, “azarão”, Aloysio Nunes levou a vaga ao Senado em 1º lugar.

Isto não aconteceu apenas em São Paulo, segundo as pesquisas Serra só ganharia as eleições em 2 Estados, Acre e Paraná, acabou que ele venceu em RR, AC, RO, MT, MS, SP, PR e SC. Mais do que isto, Marina ganhou de Dilma no DF.

Fiz Relações Públicas na Universidade Metodista de São Paulo. Para terem uma ideia da importância que a pesquisa é dada por esta instituição, dos 8 semestres do curso, temos a matéria em SETE deles! Aprendemos, naturalmente ou por osmose, que pesquisar os nossos públicos, o que pensam, como pensam, o que esperam e querem é fundamental para embasarmos nossos planos de comunicação e para antevermos  cenários.

Marina Silva já dizia nos debates e entrevistas que o que sentia nas ruas era diferente do que apontavam as pesquisas. Isto, de certa forma, se confirmou diante dos mais de 20 milhões de votos que teve, porém, realmente era verdade ou era apenas uma jogada de campanha?

Os institutos de pesquisa, após os resultados, claro, foram chamados a se explicar. Tivemos matérias na Folha de S. Paulo, na Veja, Estadão, O Globo e diversos outros veículos, mas a que mais me chamou atenção (e que é a mais longa também) foi uma entrevista dada por Márcia Cavallari, Diretora do Ibope, ao Roda Viva do dia 4 de outubro.

Os jornalistas presentes, Marília Gabriela no comando, e Augusto Nunes, Paulo Moreira Leite, Carlos Brickmann e Bob Fernandes não pouparam balas no embate com a entrevistada, diga-se isto especialmente de Augusto Nunes. Muito se perguntou, e até se implorou, para que Cavallari pedisse desculpas em nome dos institutos pelos erros das pesquisas. Ela, por sua vez, defendeu de todas as formas que pesquisa não nasceu para “cravar” números, ou, “acertar na mosca” os resultados, pesquisas servem para mostrar tendências de comportamento e, diante disto, elas cumpriram com o seu papel!

Sugiro que leiam os materiais dos links acima e, em especial, assistam ao menos ao primeiro bloco da entrevista de Cavallari ao Roda Viva. É o bloco mais “quente” e que traz muitas informações importantes para podermos formar nossa opinião. Depois, deixe seu comentário aqui sobre: As pesquisas são culpadas ou inocentes?





@Folha_ombudsman e Twitter, um caso de amor e ódio!

22 09 2010

Em 4 de julho deste ano a Ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Singer (no cargo desde 24/04/2010), publicou em sua coluna texto sob o título “A Folha errou; alegria no Twitter”. O texto tratava da “ira” que a Folha sofreu na rede social após publicar, por erro humano, anúncio do Hipermercado Extra lamentando a eliminação do Brasil na copa quando isto ainda não tinha acontecido.

O texto de Singer agride e ataca os usuários da rede. Chama os “tuiteiros” de “espírito de porco” e ainda deu a impressão de que a “fúria do anunciante”, materializado na figura de Abílio Diniz, “patriarca” do Grupo Pão de Açúcar e que respondeu ao erro do jornal pelo próprio Twitter, foi exagerada. (veja o post aqui).

No todo, o texto claramente quer minimizar a reação gerada na rede social. Pretende desqualificar as pessoas presentes ali e dizer que o erro foi bobinho, pequeno, “um tremendo tropeço. Mas só!”.

Domingo, dia 12 de setembro me deparei com o pássaro azul estampado na coluna de Singer novamente, desta vez sob o título “O Ataque dos Pássaros”. Lá fui eu ler o que ela tinha a dizer desta vez e, pra minha surpresa, a critica era direcionada à Folha justamente por ela não ter dado atenção ao que era dito no Twitter.

Acompanhe as palavras da própria Ombudsman:

“Não dá para desprezar essa reação e a Folha fez isso. Não respondeu aos internautas no Twitter e não noticiou o fenômeno. O “Cala Boca Galvão” durante a Copa virou notícia. No primeiro debate eleitoral on-line, feito por Folha/UOL em agosto, publicou-se com orgulho que o evento tinha sido um “trending topic”. Não dá para olhar para as redes sociais apenas quando interessa.
A Folha deveria retomar o equilíbrio na sua cobertura eleitoral e abrir espaço para vozes dissonantes. O apartidarismo -e não ter medo de crítica- sempre foram características preciosas deste jornal.

… Olha só que mudança!

Discurso completamente diferente do exposto na primeira coluna sobre o Twitter. Neste meio tempo Singer deve ter usado mais a ferramenta e aprendido sobre sua dinâmica e, com isto, adequado a sua visão sobre ela. Não dá mais para relevar a ferramenta que se tornou sim uma importante plataforma de comunicação. Errar é humano e também corporativo, mas arrumar o erro e revisar a sua orientação é digno de elogio. Ponto! Só resta agora a Folha manter o perfil defendido no grifo do texto! 😉

ATUALIZAÇÃO

Resposta de Suzana Singer ao post:

folha_ombudsman2:53pm via Web

@prochno Foi inteligente comparar as 2 colunas, mas não são contraditórias, só casos diferentes. Sempre respeitei o twitter, tanto q. entrei

Veja o twitt aqui!





iAgência de Notícias

26 07 2010

As agências de notícias não caracterizam-se apenas por “fazer” notícia. Caracterizam-se também pelo fato de precisarem estar atentas a tudo o que acontece no mundo, o que é falado e o que não é, como é falado, e, claro, sobre o que as pessoas se interessam em saber.

Esta semana que passou resolvi reativar o meu Google Reader, um leitor de RSS da empresa que já tá sabendo mais de mim do que minha própria mãe!

Lá encontrei um bando de inscrições em sites e blogs bem bacanas, afinal de contas, herdei estes rss do Lucas Souza (que de vez em quando escreve aqui) no tempo que ainda trabalhava no Real. Tirei algumas inscrições que não funcionavam mais, coloquei outras mais atuais e cheguei na bagatela de 167 feeds! Sim, 167 sites e blogs diferentes que abordam ALGUMAS coisas que são importantes para manter a minha massa encefálica exercitada! E no meio disso tudo aí não tem nada sobre mergulho, DJ ou música; alguns de meus hobbies.

Comecei dedicado, procurava manter o numero de atualizações não lidas em torno de 100. No fim da semana, claro, o marcador indicava +1000, quando ele para de contar!

Parei então para me fazer algumas perguntas.

Busco ler um jornal todos os dias. No escritório temos Folha e Estado, além de outros que acessamos pela Internet. Procuro também ler uma revista semanal, ou pelo menos algumas matérias, variando o veículo de semana para semana. Durante o dia acompanho os sites de noticias para saber o que “rola no mundo”. Além disto tudo preciso acompanhar as informações relevantes ao meu trabalho. Some ao bolo as 167 inscrições que mencionei acima e tenta imaginar quantas noticias/matérias estamos expostos diariamente.

Sério, você já parou pra pensar nisso? Se quisesse ler tudo o que lhe interessa e que gosta, somado com o que você PRECISA ler (pois nem sempre as duas coisas caminham juntas) precisaríamos de alguns dias a mais por mês só pra isso!

Manter-se informado é fundamental em nossa sociedade, mas saber de tudo o que acontece é loucura, claro. O problema é que cada vez nos cobram mais, já pensou seu chefe ou amigo comenta sobre uma matéria que não leu (mesmo tendo lido todo o resto), fica meio chato né?

Bom, diante disto, resolvi largar do Google Reader…… Brincadeira!

Conhecimento nunca é demais, mas a cada dia criamos mais e mais conteúdo, disseminamos informações, geramos conhecimento, o que é ótimo. O que não podemos esquecer, é que não podemos pautar nossas vidas em querer saber tudo o que acontece no mundo, o que todos falam ou pensam. Aí acho que as redes sociais tem um papel muito legal, de proporcionar a troca de informações entre pessoas, com o “plus” da recomendação de alguém. Só não podemos cair na loucura de virarmos uma agência de notícias!

ps: não, desta vez o post não termina com uma pergunta…. mas fique a vontade para, mesmo assim, comentá-lo :-P! – By the way…. assine nosso RSS aqui!





A Folha errou…. duas vezes!

9 07 2010

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No domingo passado (4 de julho de 2010) a Folha de São Paulo publicou na pag. A8 a coluna de sua nova Ombudsman, Suzana Singer. Sob o título “A FOLHA ERROU; 🙂 ALEGRIA NO TWITTER” – leia aqui – (assim mesmo, com smile e em letras garrafais como no CALA BOCA – veja post relacionado).

Nos quatro primeiros parágrafos da “coluna” tudo bem. Singer explica, para quem não conhece, como funcionam as inserções publicitárias em um jornal, e a necessidade das agências de publicidade em trabalhar sempre com dois cenários!

Para quem não acompanhou, a Folha publicou na terça-feira (29/06), erradamente, um anúncio do Supermercado Extra em que ele (patrocinador oficial da seleção) agradecia a participação do time na copa após uma suposta eliminação (que só veio a acontecer no jogo contra a Holanda, na sexta!

O anúncio publicado equivocadamente

Suzana Singer tem um cargo onde, segundo a própria Folha define, deve “(…) produzir uma coluna de comentários críticos sobre os meios de comunicação -na qual a Folha deveria ser um dos alvos privilegiados.” (veja aqui). No quinto parágrafo, porém, ela comete (sempre conforme tá explicadinho lá no “o relações”) uma gafe. Passa a criticar o anunciante (Grupo Pão de Açúcar [GPA] – dono do Extra). Diz que o anuncio era confuso por usar palavras em “Zulu” uma língua falada na África do Sul. Pois bem, quem tem que definir se é confuso ou não é o anunciante e sua agência, certo? – continuemos!

No parágrafo seguinte ela diz que “ávidos por notícias do tipo “espírito de porco” os tuiteiros se alvoroçaram” cobrando providencias e fazendo piadas, ao meu ver, algo natural em uma rede social onde o princípio é a interação!!!!

Mais pra frente, absurdo maior, Singer reproduz a série de Twits do Abílio Diniz (“patriarca” do GPA) onde ele pede desculpas (assumindo a culpa pelo erro, além de não tirar a culpa da Folha) pelo equívoco. Ela classifica a mensagem de Diniz como “fúria do anunciante” – (gosh!!)

Quase no fim da sua coluna, Singer diz que, neste caso, o jornal agiu de maneira correta publicando uma matéria no caderno “mercado” relatando o “tremendo tropeço. Mas só!”. Só???

Acredito que esta coluna foi o segundo erro do Jornal. Sabemos que em uma crise a necessidade da Opinião Pública em encontrar um culpado (por mais que eu ache isto um absurdo, pois temos que RESOLVER O PROBLEMA e não achar culpados) é grande. A meu ver Singer deveria ter abordado o assunto de outra forma. Poderia até defender o jornal, mas poderia ter começado pedindo desculpas e apontando as falhas do veículo ao invés de reduzi-lo a “Imenso (tropeço), mas só isso.”.

O que você acha?








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