Onde você quer estar daqui a 15 anos?

1 09 2010

por Natalia Guerra

Alguns dias atrás, um rapaz, no mínimo curioso, me fez a seguinte intrigante pergunta:

“Onde você quer estar daqui a 15 anos?”

Minha primeira reação foi: Hein ??? Putz… (literalmente assim!)

“Responda rápido! Não vale pensar muito”, disse ele.

Bom, eu respondi. Disse que gostaria de ter sucesso profissional, um belo carro e um apartamento (básico).

É claro que eu teria um milhão de respostas para essa pergunta, se ela me fosse feita um milhão de vezes. Mas naquele momento considerei minha resposta satisfatória. Antes mesmo que eu pudesse perguntar alguma coisa fui novamente surpreendida com outra pergunta: “E o que você esta fazendo para isso acontecer?”

Pois é, o que estou fazendo para isso acontecer?

Respondi a ele novamente, mas essa pergunta ficou na minha cabeça todos os dias seguintes àquela conversa.

O que você esta fazendo para concretizar seu sucesso? Que qualidades um profissional precisa ter, hoje em dia, para ser bem sucedido? O que o mercado exige dele? Afinal, no que você quer investir para ser um bom profissional? No que é exigido ou no que acreditamos ser um diferencial? Mas o que consideram um diferencial não é o exigido?

Recentemente li algumas revistas que comentavam o assunto. Segundo elas, o perfil adequado para o profissional do futuro se define em algumas palavras: dinâmico, inovador, atencioso, tecnológico, inquieto, curioso, criativo, informal. Características da famosa “geração Y” – os nascidos nos anos 80. Ao ler essas definições sinto-me passando por um checklist: dinâmica? Confere. Curiosa? Confere. E assim vai…

Ouvimos dizer que faltam líderes no mercado, e com isso ganhamos “dicas”: deixe a ousadia falar mais alto, tenha humildade, seja humanista, mantenha a perseverança como diretriz, tenha feeling! Somos analisados, avaliados, treinados, desenvolvidos. Mas, para quem? Com que propósito?

Buscando informações para esse post, conversei com três ex-colegas de trabalho. Pessoas completamente diferentes, com atuação em setores distintos. Perguntei a elas o que estavam fazendo para concretizar seu sucesso profissional.

@izabelzinha (Jornalista) comentou que procura sempre avançar, reciclar-se. “Estamos sempre em mutação. Somos diferentes e vamos ficando diferentes. Pessoas que empacam em seu velho modo de ser, ficam para trás […]”.

@giselle_gija (Jornalista) pensa em ousadia acompanhada da falta de medo. “Às vezes somos chamados a arriscar… e devemos ir! Trabalhar como loucos, dar tudo de si… mas se em algum momento você perceber que não era bem aquilo ou que não deu certo, paciência! É clichê, mas a gente sempre pode recomeçar!”

@daniono (Relações Públicas) acredita que não existem regras para ser um bom profissional e ganhar espaço no mercado. “[…] procuro ler sobre tendências, acompanho algumas palestras e grupos de discussões de comunicação. Temos facilidade para buscar coisas novas em qualquer tipo de veículo e a Internet é uma grande aliada”.

Acredito que a única pessoa capaz de definir como você deve trabalhar, o que deve fazer e por qual caminho deve seguir é você mesmo. Apesar de tudo o que nos é exigido, temos que ter consciência que o esforço não é valido se não o fizermos para o nosso benefício de acordo com a nossa vontade.

Na minha opinião, a autoavaliação e a satisfação profissional deveriam ser as principais características consideradas por essa geração tão mencionada no mercado e sucessora nas organizações (afinal de contas, estamos crescendo e chegando lá). Não digo que as outras características apresentam um valor menor. Pelo contrário, quem não gosta de inovar, ter uma boa idéia ou entender tudo das novas tecnologias? Porém, acredito que vale pensar em por que você busca esses itens.

É como a expressão que ouvimos: “nem tanto ao céu, nem tanto ao mar”. O intuito é colher a essência dos dois lados e promover o equilíbrio. Entendendo realmente o que se busca é a melhor maneira de conquistar o que se quer. E com isso o sucesso é inevitável.

E Você, que tipo de profissional/pessoa quer ser? Onde quer estar daqui a 15 anos?

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10 responses

1 09 2010
Rose Prata

Parabéns!!!!! Fiz-me essa pergunta ao ler seu texto. Queremos estar bem é isso que pensei, ou seja, estabilidade financeira. Concluo a faculdade agora no final do ano e penso. Ah, vou descansar e depois faço uma Pós, mas lendo aqui mudei um pouco de ideia.
Vou voltar sempre aqui!

bjsss e boa sorte!

1 09 2010
Sibelly

O texto me fez pensar e refletir…deixo algumas perguntas:
O que “nós” seremos nos próximos 15 anos?
Que tipo de relação “nós” queremos ter com as outras pessoas nos próximos 15 anos?
Como será a nossa relação com o trabalho nos próximos 15 anos?
Como será a nossa relação com o planeta nós próximos 15 anos?

Parabéns!!!!

1 09 2010
Pedro Prochno

Sibelly, realmente são várias perguntas que temos que nos fazer diariamente, e todas elas entram e apontam o caminho para o “Onde queremos estar daqui a 15 anos” certo?

Obrigado pela visita.

Pedro

2 09 2010
Rafael Corrêa

perfeito! o mais incrivel é em 90% dos casos as respostas são praticamente identicas, pensadas assim de imediato, todos querem realizar, conquistar, se veem tendo a vida dos sonhos.. acredito, que como dito acima devemos nos reciclar, nos perguntar e buscar o melhor diariamente pois podemos não estar aqui pra vivenciar rs*, Parabéns, a ideia do blog é muito inteligente já esta salvo nos favoritos

2 09 2010
Natalia

Rose, Sibelly e Rafael,

Obrigada pela visita e pelos comentários no blog. Fico feliz que o texto os tenha feito refletir! A idéia era exatamente essa: nos questionarmos sobre o que estamos fazendo e o que realmente queremos fazer para tomarmos uma boa decisão, e claro, agirmos!
Sejam bem-vindos ao #blogrelacoes! =]

2 09 2010
Giselle

Simplesmente adorei o blog !!!! E não é que eu estava precisando refletir sobre isso mesmo ? rs amei !!
bjokas

2 09 2010
Pedro Prochno

Giselle, que ótimo! Visite sempre e indique para seus amigos 🙂

Obrigado

6 09 2010
uniRP

Adorei o texto!! Olha, a medida que o final da graduação chega, a medida que vamos evoluindo, amadurecendo, vendo que realmente a “vida adulta” chegou, quem não fica com esses questionamentos martelando na cabeça?

E, com certeza, somente seremos capazes de trilharmos o caminho que gostaríamos se as coisas partirem de nós mesmos, as atitudes, as “reciclagens”! Como já dizia o mestre Renato Russo.. “Quem acredita sempre alcança!”

Abraços,
Juliana – uniRP

18 09 2010
Aline Cruvinel

Excelente questionamento!!! E ele deve ser feito com certa frequência… quando aprendi a ver os meus atos e decisões de hoje como consequências do amanhã, a fim de buscar a felicidade plena e a satisfação em prol do equilíbrio de vida… percebi que é importante nos questionarmos diariamente e que nunca é tarde (de verdade!) para fazer diferente e a diferença! Porém, o fato é: sempre dá aquela dúvida se estou no melhor caminho… mas essa é a vida! Parabéns pelo novo aprendizado e vamos dividindo as experiências para evoluir sempre! Mas lembre-se: a profissão é um meio de realização e não a realização completa… Abraço. Aline Cruvinel

2 12 2010
#DIAdoRP, está dada a largada! « relações

[…] Twitter, apresentei minha opinião sobre o que penso do que é “errado”, falamos sobre perspectivas para os próximos 15 anos (que podem ser aplicadas às RPs). Discutimos novas áreas para atuação de um RP ao falar da […]

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